Botafogo tenta parceria para diminuir gastos com Estádio Nilton Santos; prejuízo em 2020 foi de R$ 7 milhões com erros na operação

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Por FogãoNET

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Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo teve lucro de quase R$ 600 mil com bilheteria no jogo contra o Operário e deve ganhar ainda mais na despedida da Série B, contra o Guarani, domingo que vem, com o Estádio Nilton Santos prometendo ter lotação máxima. No entanto, a arena alvinegra está longe de ser rentável para o clube.

Em entrevista ao “GE”, o vice-presidente alvinegro, Vinicius Assumpção, revelou um gasto de R$ 20 mil apenas para abrir o estádio todos os dias, e lembrou o prejuízo de R$ 7 milhões que o clube teve em 2020 com o Niltão.

– Tem uma série de coisas, o estádio voltou a ser rentável nesses últimos jogos, mas entre aspas, porque a manutenção é custosa para o clube. No ano passado ele deu um prejuízo de R$ 7 milhões, tudo bem que não tinha torcida, mas quando tinha também estava dando prejuízo. Tinha um erro de operação, mas a manutenção é muito cara, abrir o estádio todo dia custa R$ 20 mil. A operação do estádio melhorou muito. A Leste sempre foi um um setor de entrada problemático pra gente, a logística precisa ser modificada porque é um setor que recebe mais público. No último jogo não teve confusão, melhorou muito. Isso se deve muito ao acompanhamento do Elcimar, que toca a logística do estádio junto com o Lênin. Hoje tem uma equipe que está mais preparada pra entender o estádio nessa logística – explicou.

O Botafogo busca ampliar o prazo de concessão do Estádio Nilton Santos junto à Prefeitura do Rio e tenta parcerias para deixar a casa alvinegra mais rentável.

A gente busca viabilizar o estádio com uma parceria que possa nos ajudar a fazer uma transformação lá, de tentar botar lojas ali dentro, fazer um shopping, mas isso precisa de investimento alto. Estamos buscando um parceiro para trazer shows para dentro do estádio. Para ter investimento você tem que ter uma concessão de longo prazo. Nós temos dez anos ainda e estamos tentando aumentar. O Jorge (Braga, CEO) está tratando do mercado junto com a equipe porque a gente precisa ter um parceiro. Mesmo com jogos superavitários, o estádio não se torna superavitário, porque a manutenção dele é enorme – disse Vinicius, encerrando:

O estádio está sendo pensado como um ativo do clube. A gente não quer se desfazer do estádio. A gente vai zerar o déficit dele ano que vem? Acredito que não, mas acho que a gente tem condição de fazer isso. O déficit de R$ 7 milhões com certeza não terá ano que vem.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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