Campeonato Carioca terá mínimo de R$ 70 milhões de empresa, mas novo critério gera polêmica

46 comentários

Por FogãoNET

Compartilhe

Toten Ferj - Botafogo x Resende - Campeonato Carioca 2021
Reprodução/CariocãoTV

O Estadual do Rio de Janeiro mal definiu sua tabela e já tem polêmica em vias de judicialização.

Motivo: divergência na estratégia de comercialização dos direitos de transmissão dos jogos.

Após dois anos de retorno financeiro abaixo das expectativas na parceria com a Sportsview, que fazia a viabilização tecnológica e comercial dos jogos, a Federação (Ferj) cedeu os direitos da representação dos clubes à Brax Sports Assets.

Mas, novamente sem a adesão do Flamengo, agora com o apoio do Fluminense.

Só que na reunião arbitral que deliberou sobre o modelo e a ordem dos jogos, na última sexta-feira (11), já sabedora de que não haveria o consenso, a entidade pôs à mesa um novo critério para a escolha do mando do campo nos segundos jogos das semifinais e finais da fase decisiva.

E por dez votos a dois, aprovou que os clubes veiculados ao contrato de televisionamento coletivo serão mandantes no jogo de volta.

E isso, evidentemente, não agradou à dupla Fla-Flu, que agora estuda medidas judiciais.

A Brax garante à Ferj um mínimo de R$ 70 milhões, dinheiro que será captado com parceiros e repassado aos clubes, independentemente dos valores obtidos com a emissora de TV que adquirir os direitos de transmissão dos jogos do Estadual.

Estima-se que o valor total possa chegar a R$ 80 milhões, ainda bem abaixo dos R$ 120 pagos pela Rede Globo em 2019 – último ano de contrato com a anuência do Flamengo.

Em 2021, a Sportview não arrecadou mais do que R$ 40 milhões e desagradou aos clubes.

Fontes ligadas à dupla Fla-Flu sustentam que a recusa dos dois em assinar a autorização que dá à Brax a legitimidade de representá-los nas negociações com a TV vem da baixa perspectiva de retorno.

Pelo mínimo garantido, Flamengo e Fluminense não receberiam mais do que R$ 10 milhões.

E como o valor é praticamente metade do que seria pago em 2020, os dois recusaram.

A dupla crê que a “lei do mandante”, criada naquele ano, dá condições de faturamento semelhante com ativações nos respectivos canais.

A discussão agora é se a Ferj pode veicular questões técnicas a uma opção comercial.

A vantagem do mando de campo está diretamente relacionada à presença da torcida e é isso que as diretorias rubro-negra e tricolor avaliam, juridicamente.

Nos últimos anos, o mandante teve direito a 80% da carga de ingressos.

Vantagem que campeão e vice deste ano não querem dar a Botafogo e Vasco.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online

Notícias relacionadas