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Canal: nomes ‘entubados’ por presidente, organizadas circulando no estádio, imprensa em treino fechado e ‘volta aos anos 90’ geram incômodo no Botafogo

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Gabriel de Alba e João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo no Estádio Nilton Santos | Agosto 2026
X/@jotapfragoso
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O Botafogo teve uma semana confusa e turbulenta. Não só pelas derrotas para Cienciano e Vitória, seguidas pela eliminação na Copa Sul-Americana, mas também por fatores extracampo. Foi o que contou o jornalista Bernardo Gentile, no canal “Arena Alvinegra”.

Segundo ele, há uma dúvida se o comando no Botafogo será da GDA Luma e qual o papel do clube social, comandado pelo presidente João Paulo Magalhães Lins.

– Análise das primeiras impressões de Gabriel de Alba do Botafogo. Tem todo esse contexto, que ele chega com o Textor, depois vê que não vai dar certo, é convencido pelo João Paulo que ele podia ser dono, que era uma boa investir no Botafogo, ele compra essa ideia, bota dinheiro no Botafogo e aí está nesse período ainda de assinatura de contrato, em que ele já, na prática, ele já botou dinheiro, já está dando algumas cartas, mas ao mesmo tempo ainda, muito escutando o que o João Paulo faz. E aí, essa é a primeira grande impressão que a gente tem com o Gabriel de Alba. Ele está ouvindo demais o João Paulo. Muito. Ou vocês acham que o Gabriel de Alba chega no Botafogo e fala, quero tirar foto com a Fúria Jovem, quero tirar foto com a Botafogo Samba Clube, agora eu quero me reunir com o Mantuano, o Marcelo Guimarães, enfim, o pessoal do social, assim? Ou você acha que isso é algo que vem do João Paulo? Acho que tá muito claro nesse ponto, né? Então, nesse primeiro momento, o que a gente pode ouvir de cara é. Gabriel de Alba, nesse primeiro momento, está sendo muito influenciado pelo João Paulo, claro – afirmou Bernardo Gentile.

E a influência dele chega no nível até de algumas declarações, segundo eu pude escutar. Essas declarações de que o Botafogo vai ser forte, o Botafogo vai ser o maior time da América, toda essa declaração, essa postura, vai muito do que ele está sendo influenciado pelo João Paulo. O que se apresenta pro Botafogo nesse primeiro momento é um Gabriel de Alba influenciado pelo João Paulo, e isso ficou muito claro. Aí começam a aparecer as primeiras dúvidas do que vai ser GDA no Botafogo. Eles vão fazer a gestão no sentido, não precisa ser como o Textor, mas eles podem escolher nomes pra essas pessoas fazerem a gestão. Eu não preciso saber de futebol. Preciso contratar alguém que entenda de futebol – explicou.

Profissionais contratados pelo presidente

O jornalista revelou que os nomes de Paulo Bonamigo, Ronaldo Torres e Marcelo Salles foram definidos única e exclusivamente por João Paulo Magalhães Lins.

Eu acho que o João Paulo, até aqui, merece muitos elogios por tudo que fez no macro. Institucionalmente, no macro, política, entendimento do que aconteceu com o Textor, de como devem ser as coisas, da recuperação judicial, de trazer o Gabriel de Alba aqui. Cara, nesse momento aqui, ó, só aplausos pro João Paulo. De verdade. Foi assim, fez, representou, soube pisar onde estava pisando e tirou onda. Beleza. Só que aqui, isso que foi feito até aqui, não dá carta branca para ele achar que ele pode meter a mão em tudo. Para ele achar que ele entende de futebol para cacete e que ele vai fazer a gestão do futebol. Aí já começa, principalmente com as escolhas que aparecem, a mostrar que ele não sabe o que está fazendo, com todo respeito – iniciou.

– Não é ele que tem que escolher. Você tem um departamento de futebol, pessoas que você colocou ali e você confia que eles são bons para tocar as coisas. Então você delega para essas pessoas e fala assim, “ó, departamento de futebol, eu preciso de um auxiliar técnico permanente, eu preciso de um preparador físico e eu preciso de um coordenador. Por favor, escolham um nome aí, apresentem pra mim e a gente vai decidir”. É sobre isso. Essa é a forma de ser feita. Não o que ele fez. O que aí é informação. Informação. O João Paulo entubou todo mundo. Com isso, ele escolheu os nomes, soltou os nomes e fechou os nomes. Ele só avisou. Esse nome não foi debatido com ninguém. Todo mundo foi entubado. Todo mundo. O único que ele pediu, pelo menos, a aprovação, é a do Gabriel de Alba, claro, mas o resto, todo mundo tomou, pô. Todo mundo nem participou, não decidiu nada. Simplesmente aconteceu. Então assim, é isso que a gente espera? E eu não espero. Eu não espero. Eu não acho que tem que ser esse o caminho – opinou Gentile.

Incômodo no futebol

Na live, o jornalista ainda contou que houve um incômodo no departamento de futebol por um treino fechado ter a presença de jornalistas.

– O problema é que a gente está vendo, com a chegada do Gabriel de Alba, a primeira movimentação é de um Gabriel de Alba escutando o João Paulo. E isso indica que é o João Paulo que vai continuar. E se o João Paulo continuar e continuar do jeito que ele fez nesse período em que ele esteve à frente do Botafogo, aí eu vou estar muito preocupado. Muitas práticas… Cara, com respeito, sim, muita prática de gente da década de 90. Todo mundo que frequenta, no dia a dia está com a sensação de, cara, você está andando e de uma hora pra outra você esbarra com alguém no Nilton Santos e é um membro de organizado flutuando lá. Isso não era normal. Não era comum acontecer esse tipo de coisa. Você vai lá no treino, fechado pra fazer a preparação, a preparação pro jogo contra o Cienciano. Pô, treino fechado. Parte tática, treino, estratégia. Normal isso. Não foi… O “GE” foi lá fazer uma entrevista com o De Alba e ficou no treino, viu o treino. Gerou insatisfação. O pessoal olhou assim e falou assim, “ué, o que que tá acontecendo aqui? O que que os jornalistas estão fazendo aqui dentro, no nosso treino?” “Ah, a ordem veio de cima. Não tem o que fazer”. “Porra, que situação, hein? Porra, isso aqui não acontecia não, hein? Voltamos pra década de 90?” – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Arena Alvinegra

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