Capelo vê ‘sentimento de libertação’ na torcida do Botafogo: ‘Futuro dificilmente será tão sofrível quanto o passado recente’

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Por FogãoNET

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Capelo vê ‘sentimento de libertação’ na torcida do Botafogo: ‘Futuro dificilmente será tão sofrível quanto o passado recente’
Vitor Silva/Botafogo

A festa da torcida do Botafogo no dia da aprovação no Conselho Deliberativo da venda da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) para John Textor impressionou. Parecia quase uma comemoração de título. O jornalista especializado em negócios, Rodrigo Capelo, viu de outra forma.

Em sua coluna em “O Globo”, nesta segunda-feira, ele definiu o momento como uma ruptura com o modelo antigo, que levou o Botafogo à atual situação.

Existe empolgação pela chegada de recursos externos, principalmente porque junto deles vem a promessa de que o clube voltará a ser competitivo. A vitória é o que move quase toda torcida. Mas o que vi nesta cena vai além. Existe um sentimento de libertação. Dentro da sede botafoguense, em paralelo, reuniam-se conselheiros. Eles decidiriam por meio do voto, precedido por seus usuais discursos, se o negócio com Textor seria realmente levado adiante. Mas pouco importava o que figuras como Carlos Eduardo Pereira, ex-presidente, tinham a dizer. Das ruas, vinha a intimação para que a aprovação fosse dada – destacou Capelo, que foi além.

– Admito que aguardo, com satisfação, a Assembleia Geral em que esses conselheiros decidirão, aos gritos, questões como o cloro para a piscina, regras de convívio para jogar bocha e custos das mensalidades — tudo, menos futebol profissional – completou.

Para Capelo, os conselheiros deturparam a administração do Botafogo ao agirem como se o clube fosse propriedade deles, gerando a falência financeira, esportiva e moral. “É delas que a torcida se liberta neste momento”, resume.

O jornalista lembrou que a SAF não dá garantia de enriquecimento ou título, ao mesmo tempo que o modelo de gestão não significava democracia.

– Fará bem quem acompanhar essa história com ceticismo sobre narrativas, cautela em relação a expectativas exageradas — otimistas ou pessimistas — e empatia ao torcedor. Seja lá o que o futuro trouxer para o Botafogo, dificilmente será tão sofrível quanto o passado recente – finalizou.

Fonte: Redação FogãoNET e O Globo

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