Chegada, John Textor, recuperação, concorrência e expectativa para 2022: ‘Botafogo hoje não tem medo de jogar com ninguém’, diz Rafael

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Por FogãoNET

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Rafael, do Botafogo, no Flow Sport Club
Reprodução/Flow Sport Club

Lateral-direito do Botafogo, Rafael começou o ano como titular, mas no primeiro jogo rompeu o tendão de Aquiles, lesão que o afastará dos gramados pelo menos até julho. Sem desanimar, o jogador vem se recuperando e está animado com a nova fase do clube, na SAF.

Em entrevista ao “Flow Sport Club”, no último fim de semana, Rafael falou sobre diversos assuntos.

Leia abaixo:

Chegada ao Botafogo

– Surgiram propostas de outros times no Brasil. A verdade foi essa. Quando eu decidi vir para o Brasil, dei preferência para o Botafogo. Eu falei que tinha propostas e voltaria mesmo na Série B.

– Ano passado, quando eu vim, não joguei muito, cheguei no final, mas foi muito gostoso. O Botafogo chegou a estar em 14º, os caras falando que ia acabar, que ia para a Série C. Começou a ganhar, começou a surgir isso de vir SAF, foi campeão da Série B, entrou a SAF. John Textor está muito empolgado com a parada, é diferente. A torcida abraçou muito ele e ele abraçou a causa.

John Textor

– A grande diferença é que aqui o receberam no aeroporto, ele ganhou mais de 60 mil seguidores no Twitter, ele sente o calor. O investimento que faz no Crystal Palace e o que faz aqui é muita diferença, aqui são muito menos dólares. Começou bem e tem tudo para voltarmos a ser campeões. A gente é campeão da Série B, mas quer ser campeão da Série A, da Copa do Brasil

Mudanças no retorno

– Sabia que o baque ia ser grande, estava preparado. Vim para ajudar, no amor. Jogamos em uns estádios muito feios, impraticáveis. Tinha noção que seria diferente, mas joguei na base no Brasil. Não perco as raízes. E ainda tinham viagens, longas, com escala. Coisa de maluco.

Tendão de Aquiles

– Está melhor, tem três meses e pouco, estou andando normal. Evoluiu muito bem, julho, final de julho é a previsão. O mínimo são seis meses. Nos primeiros meses foi duro, não conseguia andar, você fica irritado. Eu não gosto de passar muito isso não, gosto de passar alegria. Aí o cara come mais, porque tem a ansiedade, não pode fazer exercício. Agora já está sendo tranquilo.

– Você vê que fica muito mais duro. Quem mora perto de mim é o Juan, que foi zagueiro do Flamengo, ele estava explicando que teve essa lesão, voltou para um jogo e parar. Hoje faz tudo tranquilo, mas não tratou para voltar. Falou para ficar tranquilo porque vou tirar de letra.

Novo Botafogo

– O Botafogo hoje não tem medo de jogar com ninguém. É um time que joga. Peguei o Botafogo muitas vezes marcando, sem nem conseguir chegar para dar um chute. Agora joga, sai, avança, chega. Isso é muito importante.

– É nítido. O Botafogo tem uma torcida que era muito pessimista, hoje não vejo mais isso. É vai dar certo, e acabou. Mudou muito esse clima.

Luís Castro

– Pelo que estamos vendo no começo, acertaram bastante na contratação dele. É um cara que fala bem, taticamente entende, administra o grupo. Vai ser muito importante para o Botafogo.

Expectativa por voos altos no Brasileirão

– Claro que dá. Mas prefiro continuar naquela de rescermos aos pouquinhos. Se botar expectativa no torcedor, as coisas começam a mudar. Está acima do que a gente pensou esse início. Se continuar assim, dá para pegar (vaga na Libertadores).

Concorrência com Saravia e Daniel Borges

– Vou ter que correr hein. Porque os dois… Saravia está jogando muita bola, para a frente é muito bom, ofensivamente. E o Dani está jogando de lateral-esquerdo, dando assistência direto. Meu irmão falou que ele pode bater tiro de meta que vai virar assistência, está iluminado. Está muito bem. Vou ter que trabalhar bastante, batalhar, é uma competição boa.

Ainda pretende jogar em outros clubes?

– Sonho me aposentar no Fogão. Estou trabalhando para voltar. É o corpo que vai dizer o que vai acontecer.

Veja o vídeo:

Fonte: Redação FogãoNET e Flow Sport Club

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