Coluna aponta diferenças entre compras da SAF de Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Vasco

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Por FogãoNET

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Coluna aponta diferenças entre compras da SAF de Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Vasco
Vitor Silva/Botafogo

O Bahia movimentou a última semana com a notícia da proximidade da venda dos ativos do futebol para o City Football Group. Mas, afinal, quais as diferenças para as SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) de Botafogo, Cruzeiro e Vasco?

Especializado em negócios no esporte, o colunista Rodrigo Capelo, de “O Globo”, pontuou pontos diferentes. A começar por o Grupo City ter separado R$ 300 milhões para negociar com credores e praticamente zerar a dívida, sem entrar em recuperação judicial ou Regime Centralizado de Execuções.

– Botafogo e Vasco entraram no regime e precisarão dedicar 20% de suas receitas para dívidas cíveis e trabalhistas — fora o risco de sofrer execuções de antigos credores, pois este mecanismo, criado via Lei da SAF, ainda é inédito e inseguro. O Cruzeiro, mesmo optando pela confiabilidade da recuperação judicial, também perderá receitas para dívidas. A empresa do Bahia surgirá sem essa obrigação, livre para gastar tudo – escreveu Capelo.

Por outro lado, Botafogo (com John Textor) e Vasco (com 777 Partners) devem ter investimento em menor prazo que Cruzeiro (“Ronaldo não está disposto a despejar centenas de milhões de reais”, diz Capelo) e que o Bahia.

– O City chega com dinheiro — R$ 500 milhões para adquirir direitos de atletas e R$ 200 milhões para investir em infraestrutura — e a rara experiência de administrar uma rede de clubes no mundo ao longo da última década. Parece estar menos disposto a injetar o capital de uma vez, pois tem contratualmente 15 anos para o aporte, enquanto rivais alternam entre três e cinco anos. Mas entra no Bahia com mais do que só a grana – diz Capelo.

A folha salarial do Bahia será de pelo menos R$ 120 milhões por ano ou 60% da receita (hoje já menor que a folha de R$ 130 milhões do Botafogo e bem inferior as de Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG, que gastam mais de R$ 300 milhões).

Fonte: Redação FogãoNET e coluna do Rodrigo Capelo (O Globo)

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