Eliminado na terceira fase preliminar da Libertadores, Martín Anselmi começou mal seu trabalho no Botafogo. E, na opinião do comentarista Rafael Marques, da ESPN, o treinador já está ameaçado após perder por 1 a 0 para o Barcelona-EQU, nesta terça-feira (10/3), no Estádio Nilton Santos.
– Acho. Não é uma questão de informação nem feeling, é por dedução finita. Por muito menos, em outros momentos, o Textor tomou decisões mais abruptas, decisões mais incisivas. Acho que o Renato Paiva talvez seja o caso mais clássico desse Botafogo enquanto modelo de SAF – afirmou Rafael Marques.
Para o comentarista, é difícil prever quais serão os próximos passos de John Textor.
– Não dá nem para dizer que o Martín Anselmi não colocou o Botafogo para a frente. Quando ele tira o Mateo Ponte, com 32 mais ou menos do primeiro tempo e coloca o Correa, ele, teoricamente, destrói o modelo inicial pensado no 3-4-3 clássico dele, adota um 4-4-2, tenta ganhar consistência no meio-campo e não dá certo. O Correa entra muito mal, mas era uma troca que tornava o Botafogo, teoricamente, mais agressivo. Posicionalmente, mais próximo do gol adversário. Teoricamente. Aí você fala sobre decisões técnicas em campo, jogadores que performaram mal. Mas acho que o técnico faz a parte dele. Num dado momento do segundo tempo, o Montoro virou volante – citou.
– Então, assim, se o Botafogo Way, que o Textor tanto fala, é jogar para a frente, o Anselmi conseguiu, me parece, mostrar que teve essa intenção. Só que o Textor já provou por A mais B que não é uma pessoa previsível. E tampouco um cara que você possa estabelecer relação direta entre o que o cenário do trabalho indica e a ação subsequente que ele toma. O Botafogo tinha a Libertadores como um componente, um objetivo, um elemento-chave do seu planejamento financeiro e técnico para 2026. Eu não acho que seja completamente absurdo imaginar a possibilidade do Textor querer dar uma nova chacoalhada extrema – completou.