O Botafogo vai para a parada para a Copa do Mundo mais próximo da zona de rebaixamento do que da zona da Libertadores, após a derrota de virada para o Bahia neste sábado, na Arena Fonte Nova, atuando todo o segundo tempo com um a menos. No programa “Troca de Passes”, do SporTV, o comentarista Carlos Eduardo Mansur destacou a garra dos jogadores, em meio a um contexto de crise financeira e bastidores incertos na SAF do clube.
– Ninguém sabe, após esse jogo, o que vai ser o Botafogo no segundo semestre. Há uma grande interrogação sobre o futuro do clube, sobre o que a janela vai trazer, sobre quais são as necessidades que o clube vai ter para tentar se equilibrar em termos de venda, de saída de jogador, de necessidade de fazer caixa. O fato é, que até o último jogo do semestre, diante de todas as incertezas, os jogadores que estavam no Botafogo lutaram muito em todos os jogos – disse Mansur.
O comentarista também destacou a juventude do time que foi a campo em Salvador. Dos dez jogadores de linha que começaram jogando, seis tinham 23 anos ou menos (Mateo Ponte, Justino, Huguinho, Cristian Medina, Álvaro Montoro e Kauan Toledo).
– A questão da expulsão muda muito, de fato, o jogo, porque o Botafogo fazia um primeiro tempo que não dava a entender que seria fácil perder a vantagem construída no chute do Huguinho. Por exemplo, o time não tinha Allan, Danilo, Júnior Santos, Bastos, Correa, já perdeu o Barboza, pode vir a perder o Danilo, e o Botafogo competia no jogo, mas usando cada vez mais jovens. Isso vai fazendo com que jovens sejam aproveitados também por necessidade. O Botafogo entrou em campo com seis jogadores de linha de até 23 anos, o que é um número impressionante no Campeonato Brasileiro. E entra também a questão dos goleiros, como que isso perseguiu o Botafogo nesse semestre – salientou.