Covid-19: Estaduais terão protocolos mais rígidos, mas Carioca não vai exigir vacina de participantes

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Por FogãoNET

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Campeonato Carioca Cariocão | Estádio Raulino de Oliveira
André Moreira/Volta Redonda FC

Em meio ao crescimento vertiginoso de casos de Covid-19, as principais federações de futebol do país e a CBF reviram seus protocolos sanitários para o início da temporada 2022. Em geral, houve mudanças — algumas ainda serão confirmadas — mais restritivas, principalmente, na consolidação do passaporte vacinal como exigência para permitir ou não a participação dos jogadores nas partidas, além de testagens mais próximas aos jogos e tempo da quarentena.

Algumas federações, em concordância com as autoridades públicas, também determinaram redução de público nos estádios, como Bahia e Pernambuco (com 50% da capacidade), Minas Gerais (limite de 20 mil torcedores) e São Paulo, que reduziu para 70%. Passaporte vacinal ou testagem estão entre as exigências aos torcedores, como já ocorria em alguns locais desde o ano passado.

No Rio, as restrições serão mais brandas do que outros protocolos. A vacinação não será obrigatória para a participar do campeonato, que começa terça-feira. Quem estiver vacinado e apresentar a autodeclaração de bem-estar com todos os itens negativos não precisará realizar testes antes dos jogos.

A testagem só será realizada nos membros das delegações não-vacinados e sem sintomas: PCR 48 horas antes ou antígeno na véspera. Quem estiver sintomático, de acordo com a autodeclaração, estará automaticamente fora da partida. Outras medidas seguem, como uso de máscara e distanciamento no banco de reservas.

Em São Paulo, além da redução do público decidida pelo governo estadual, outras medidas estarão valendo a partir deste domingo. O protocolo seguiu os termos da CBF, e trata da obrigatoriedade de ao menos duas doses da vacina ou dose única e a testagem constante dos atletas por parte dos clubes. Como o contágio com a nova variante é muito alto, é necessário ter controle mais rígido para pegar todos os casos positivos antes que vire um surto. O Palmeiras, por exemplo, contabilizou cinco contaminados na reapresentação.

No Rio Grande do Sul, o Gaúcho começa no dia 26 com o mesmo protocolo em relação ao público nos estádios: 100% da capacidade liberada, mas com exigência de uso de máscaras e vacinação. Também manteve a versão do regulamento que diz que uma partida só será adiada caso um dos clubes envolvidos tenham menos de 13 jogadores impossibilitados de jogar devido a casos de covid-19.

— Para os atletas e comissão, estamos exigindo ciclo vacinal completo. Quem não estiver, tem de apresentar exame PCR 24 horas antes da partida —disse o presidente da Federação Gaúcha, Luciano Hocsman.

Em Minas Gerais, cujo estadual começa dia 25, uma reunião entre representantes da Federação Mineira de Futebol (FMF) e da Secretária Estadual de Saúde na quarta-feira decidiu pela restrição do público em 20 mil torcedores nos estádios. Antes mesmo da decisão ser anunciada, o Atlético-MG se posicionou contra, alegando que o futebol estava sendo tratado de forma diferente das outras atividades.

CBF exige vacina

A CBF também decidiu por medidas mais rígidas, neste momento, para o início dos torneios nacionais previstos para fevereiro, com a final da Supercopa do Brasil entre Atlético-MG e Flamengo. Com o decorrer da pandemia, os protocolos serão reavaliados.

A ideia para 2022 era de flexibilização, porém a chegada da Ômicron obrigou a entidade a dar um passo atrás. O presidente do Comitê Médico da CBF, Jorge Pagura, afirmou que as medidas foram mais conservadoras a fim de manter a baixa transmissão.

Para poder inscrever os jogadores, todos deverão estar vacinados com pelo menos duas doses —como nem todos já chegaram ao período da terceira dose, por enquanto, ela não será obrigatória. Não-vacinado não poderá jogar. As testagens também serão mais próximas dos jogos, com testes rápidos de antígeno diante da escassez de RT-PCR no atual cenário do país.

— Só haverá isenção de teste para quem teve Covid a partir do dia 1º de janeiro, por um período de quatro meses, desde que não tenha sintomas. Decidimos ser mais conservador para evitar contaminação em massa — afirma Pagura.

O período de quarentena também será modificado. O jogador poderá retornar após sete dias de isolamento desde que apresente teste negativo e esteja assintomático. Nos demais casos, o período será de 10 dias. O mesmo procedimento será tomado no Paulista.

— Houve uma discussão de liberar os jogadores vacinados com sete dias sem necessidade de testes. Mas, neste momento, achamos mais prudente manter os 10 dias, uma vez que jogadores não usam máscara durante as partidas. Até o momento temos 15% de casos de jogadores que já pegaram Covid na onda atual — afirma.

Fonte: O Globo Online

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