A Copa do Mundo de 2026 vai se afunilando, e agora restam quatro de 48 seleções na disputa pelo título. O Mundial costuma adiantar tendências táticas do futebol, e o técnico do Botafogo, Franclim Carvalho, falou um pouco sobre o que tem visto nos Estados Unidos, México e Canadá.
Em bate-papo na “Botafogo TV“, o treinador português considerou que a França está em um degrau à frente dos demais concorrentes e fez uma menção especial à Gana, comandado pelo compatriota Carlos Queiroz, que segurou a Inglaterra na fase de grupos e caiu para a Colômbia na fase de 16 avos de final.
– Vejo uma França muito forte, com muita solução, eu vi um gol hoje [sexta] do Mbappé que não há como defender, não há hipótese. Fiquei triste com a eliminação precoce de Portugal, fiquei triste com a eliminação muito precoce do Brasil também. A forma como vocês veem o jogo aqui é completamente diferente da nossa, a paixão que vocês colocam, o país para, os serviços… Esta paixão eu gostava de viver mais à frente, portanto fiquei muito triste com a eliminação e obviamente por ter lá atletas que representaram o Botafogo como o Luiz, e o Danilo que ainda está conosco – lamentou.
– Gostava da seleção de Marrocos. Apostei no início que Marrocos e Uruguai poderiam ser as surpresas, Uruguai desiludiu-me. Achei o percurso de Cabo Verde bonito, diferente, achei Gana, que tinha Carlos Queiroz como treinador, um pouco dentro do que era o Irã, muito bem organizado defensivamente, sem preocupação de estar sem bola, de sofrer sem a bola, criou muitas dificuldades à Inglaterra. Estou curioso para ver como é que vai ser este percurso até o final, mas vejo uma França dois ou três níveis acima dos outros todos – completou.
Franclim Carvalho ficou decepcionado com a Seleção Brasileira na eliminação para a Noruega nas oitavas de final, na pior campanha do time canarinho em 60 anos.
– Fiquei muito triste e desiludido, talvez estou a ser um pouco específico demais, com a postura do Brasil, ou com a abordagem do Brasil no jogo com a Noruega, principalmente depois de ter sofrido o gol. Nós não podemos ter, nem falo da questão da posse de bola, mas não podemos ter a passividade que tivemos naqueles últimos 12 ou 15 minutos depois de ter sofrido 1 a 0. Temos que ser mais agressivos na pressão, temos que saltar mais, temos que arriscar, porque é uma competição a eliminar, é um jogo de mata-mata, estamos a 10 minutos de ir para casa ou de continuar na competição, e não gostei desse momento específico do Brasil – lamentou, destacando Haaland:
– Acho que a Noruega preparou muito bem esse jogo, tem um atacante que provavelmente, se não é o melhor, é o segundo ou terceiro melhor do mundo. E, para segurar a linha defensiva adversária e para promover o jogo longo da da própria equipe, é o melhor do mundo. Tínhamos o Lukaku há três ou quatro anos, agora já está ficando mais cansadinho [risos], o Haaland é exímio a fazer isto e a Noruega usou muito bem isto. O segundo gol do Haaland contra nós, podemos dizer que é a passividade dos zagueiros, mas ele saca aquele gol, porque é dele, é um jogador que está muito acima dos outros.