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Com defesa menos vazada, Botafogo sofreu 45,45% dos gols no Carioca em falhas

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Por FogãoNET

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Sousa - Botafogo x Vasco
Vitor Silva/Botafogo

No último domingo, o Botafogo perdeu para o Vasco por 1 a 0, no Estádio Nilton Santos, em confronto válido pelo jogo de ida da final da Taça Rio. A desvantagem logo na primeira partida da decisão se deu pela falha do zagueiro Sousa, que ao tentar sair jogando, se enrolou e perdeu a bola em uma zona perigosa da própria área. No entanto, por mais que o Glorioso tenha a defesa menos vazada do Carioca, com 11 gols sofridos em 14 jogos, as falhas do sistema defensivo não são novidades para a equipe de Marcelo Chamusca. Ao todo, cinco destes tentos contra foram ocasionados por erros do próprio time. Veja o levantamento do LANCE! abaixo.

Dentre todas as críticas feitas ao Botafogo, talvez as recentes duplas de zaga, formadas por Kanu e Gilvan e Kanu e Sousa, sejam os jogadores menos perseguidos pela torcida. Assim, de certa forma, existe um consenso entre os botafoguenses de que Kanu é bom jogador e Sousa – atual titular – também, até por ser cria das categorias de base, logo, ainda há alguma paciência. Porém, as repetitivas falhas deste sistema ligam alerta, principalmente para a próxima competição a ser disputada, que será a Série B.

E o questionamento é simples e válido de debate: se acontecem tantas falhas com equipes de divisões inferiores, como Madureira e Volta Redonda, qual será a segurança que esse time passará ao enfrentar adversários tecnicamente superiores, como Cruzeiro e Coritiba?

Falhas no Carioca

Vindo das primeiras rodadas para cá, o primeiro erro crasso aconteceu na quarta rodada da Taça Guanabara, curiosamente diante do Vasco, adversário que o Botafogo está disputando a Taça Rio.

Após ficar os três primeiros jogos do Estadual sem sofrer gols – dois empates em 0 a 0 com Boavista e Bangu, além da vitória por 3 a 0 contra o Resende -, Marcelo Benevenuto, que foi negociado com o Fortaleza, se viu como protagonista negativo no gol vascaíno. Isso porque, com a posse de bola para si já perto dos 40 minutos da etapa final, o zagueiro foi pressionado pelo ataque do Vasco e acabou dando um escanteio de graça para o Cruz-Maltino. Na cobrança, a marcação falhou depois do desvio inicial e Carlinhos, livre, empatou a partida.

Novamente em um clássico, o clube de General Severiano arcou com as consequências de uma bobeada em frente a área. Em duelo contra o Flamengo, Vitinho tentava a jogada ofensiva, mas acabou se embolando com a bola. Na sobra, porém, Zé Welison, outro que também saiu do Glorioso e acabou emprestado pelo Atlético-MG ao Sport, dominou errado, tentou conduzir e viu o atacante Rubro-Negro recuperar a posse. Na sequência, Rodrigo Muniz recebeu na área, trombou com Benevenuto e abriu o placar no Nilton Santos. Conclusão ao final do jogo: Botafogo 0 x 2 Flamengo e mais um erro originado por perda de posse em zonas perigosas.

Contra o Madureira, o problema das bolas cruzadas na área foi escancarado na equipe de Chamusca. Depois de um lançamento de muito longe – atleta do Tricolor Suburbano estava um pouco à frente do meio campo -, Kanu foi o vilão da vez. Assim, ao errar o tempo de bola, o defensor furou a cabeçada que afastaria o perigo, dessa forma, com pouco tempo de reação, Jonathan acabou esbarrando na bola que voltou viva para a área. O decorrer do lance ainda contou com boa defesa de Douglas Borges, mas de nada adiantou já que no rebote Luiz Paulo abriu o placar.

Por mais que tenha sido uma falha discreta, não podemos tirar a responsabilidade do volante Ricardinho. Isso porque, quando o Glorioso estava ganhando a partida por 1 a 0, ainda na etapa inicial, o jogador colaborou por mais um gol levado após a perda de posse do próprio time.

Após a cobrança de uma falta lateralizada no bico canhoto da área botafoguense, Jonathan afastou e Ricardinho, que estava na barreira, recebeu a bola em condições de tirá-la da área. Entretanto, o atleta buscou um lançamento arriscado pelo meio, que tinha como destino o jovem Warley – jogador que havia ficado na sobra para o contra-ataque. O grande problema se deu porque o atleta do Voltaço conseguiu interceptar o passe e, depois de armar a jogada, Luciano Naninho recebeu livre para deixar tudo igual.

Como já dito anteriormente, o erro mais recente ocorreu neste domingo, no jogo de ida da final da Taça Rio, contra o Vasco. O autor da falha foi o jovem zagueiro Sousa, que há pouco ganhou a titularidade, em função da ausência de Gilvan contra o Nova Iguaçu – o defensor estava lesionado no primeiro jogo.

No clássico diante do Cruz-Maltino, Sousa recebeu a bola de Frizzo e, ao tentar dominar, já se atrapalhou. A sequência do lance foi ainda pior para o cria das categorias de base. Pressionado por Morato, o zagueiro poderia ter mandado a bola para escanteio, mas optou por um passe prensado para a própria área. Assim, Léo Jabá dominou livre e cruzou na medida para Cano fazer o gol da vitória.

Além disso, ainda podemos relembrar mais dois lances desta temporada que, embora tenham sido erros coletivos, já se mostraram recorrentes ao longo ano. Contra a Portuguesa-RJ, no empate empate em 1 a 1 pela oitava rodada do Carioca, novamente a defesa alvinegra afastou mal o perigo. Depois de cruzamento – igualmente contra o Madureira -, Kanu desviou a bola para fora da área e Chay, no rebote, sem qualquer marcação botafoguense para a sobra, dominou e fez um golaço.

Já indo além do Estadual, o problema de recuperar as sobras e estar atento a estes momentos se repetiu diante do ABC, pela primeira fase da Copa do Brasil. Com o roteiro repetido, de novo um cruzamento para a área afastado pela defesa da forma que deu. Porém, Luiz Otávio dividiu com Michael Douglas e acabou sendo superado pelo atacante, assim, o jogador finalizou e fez 1 a 0 para o ABC àquela altura.

Próximo desafio

Botafogo e Vasco voltam a se encontrar no próximo sábado, às 15h, em São Januário, pelo jogo da volta da decisão da Taça Rio. O vencedor do torneio garante a premiação de R$ 1 milhão.

Fonte: Terra

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