Diretor do Grupo Globo recorda contatos com John Textor, aponta evolução no Botafogo, mas faz ponderação sobre futuro

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Por FogãoNET

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Diretor do Grupo Globo recorda contatos com John Textor, aponta evolução no Botafogo, mas faz ponderação sobre futuro
Vitor Silva/Botafogo

Diretor no Grupo Globo, Gustavo Poli concedeu entrevista ao canal “Resenha com TF” nesta segunda-feira (14/11), falou sobre os contatos que teve com John Textor e como avalia a evolução do Botafogo. Ele apontou que a transformação em SAF na temporada 2022 foi necessária para o clube alvinegro.

– O Botafogo não tinha alternativa, o Vasco também não tinha. Os times estavam muito endividados, no fundo do poço. Já entrevistei o John Textor e já o observei em entrevistas de perto duas ou três vezes. O Botafogo de um ano atrás e o de hoje não tem comparação, se olhar os times e a estrutura. O Botafogo jogou nas últimas rodadas o Brasileiro e tinha um jogador do elenco do ano passado, o Daniel Borges. O Carli entrou também. É um time em transformação. Se não tivesse contratado Tiquinho Soares, Marçal e Adryelson, provavelmente estaria brigando para não cair. Não tem comparação técnica – afirmou Poli.

O jornalista, porém, fez uma ponderação em relação ao futuro.

Para mim, a grande questão sobre o John Textor é qual é o interesse em longo prazo dele. Para mim, segue sendo uma interrogação. Ele diz que quer ficar com o Botafogo para os filhos, está querendo construir um multiclube, negociando o Lyon, negociou com portugueses… Para mim essa é a grande questão. Se olhar o Botafogo antes e depois, não tem comparação. Mas como vai para a frente, como vai concorrer com os outros? Uma coisa é o compromisso de aportar dinheiro, mas tem hora que o aporte acaba, tem que gerar receita, senão vai perder dinheiro. O Botafogo tem uma capacidade de geração de receitas, que eles estão tentando melhorar, com gestão, investindo no comercial, mas vai ter um teto. Por isso a discussão da Liga é tão importante – frisou.

– Com pouco investimento, o Botafogo contratou Adryelson, comprou Jeffinho, tem o Matheus Nascimento que todo mundo fala que tem potencial enorme, o Bernardo Valim. Mas esses jogadores hoje são ativos da SAF. Se vender, ele pode meio que retirar. Uma vez conversei com um cara que participou do processo da S.A. do Botafogo, ele falou que estudando o futebol muitas vezes se ganha dinheiro vendendo jogador. Mas não é isso que os clubes querem. Tem que ver se esse é o modelo. O Fluminense está sobrevivendo e fazendo campeonato espetacular esse ano porque sempre vende alguém, para pagar salário e competir. O Flamengo vendeu um monte de gente, vai gerando jeito de reinvestir. O Vasco também tem bons nomes. Tem que investir na base. A estrutura de base do Botafogo hoje é muito melhor que antes, mas é abaixo. Estimo que o John Textor queira melhorá-la, mas minha dúvida é ele como investidor no longo prazo. Para o torcedor do Botafogo, não tenho a menor dúvida que melhorou. Quem diria que em um ano chegaria na última rodada disputando Libertadores? Chegar na Sul-Americana já é um baita avanço, vai participar do sorteio. A Libertadores é muito difícil, se sair na primeira rodada da pré não tem nenhuma das duas competições – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Resenha com TF

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