A Montegra Holdings LLC, empresa sediada na Flórida, fez um empréstimo de R$ 15 milhões ao Botafogo em dezembro de 2025, tendo venda de jogadores como garantia, e já acionou a SAF do clube na Justiça, pois o débito estaria fora da recuperação judicial. Mas a história é ainda mais complexa.
O portal “JOTA” revelou que o CNPJ credor da Montegra está no nome de Daniela Colon, funcionária de John Textor há mais de dez anos. Segundo o site, pelo menos desde 2018 ela trabalha como assistente direta do empresário norte-americano.
Acontece que os mesmos ativos cedidos à Montegra foram dados como garantia do empréstimo de US$ 25 milhões feito pela GDA Luma, celebrado em fevereiro – ou seja, depois. Por isso, Textor disse ao “JOTA” que a Montegra irá processar a GDA por fraude bancária.
– A GDA enviou uma carta para o Palmeiras dizendo: “Ei, soubemos que vocês estão comprando o Barboza, certifiquem-se de nos enviar o dinheiro.” Bem, isso é completamente ilegal. É fraude bancária, porque eles foram o segundo banco a aparecer – disse Textor ao portal.
Se a preferência da Montegra sobre a garantia for confirmada, pelo fato de ter sido a primeira credora, a GDA – favorita para ser a nova controladora do Botafogo – teria de pagar a dívida de R$ 15 milhões para ter direito inequívoco às receitas, acrescentou a reportagem.
“Mesmo que a GDA se recuse a satisfazer o crédito da Montegra, uma alternativa seria depositar os R$ 15 milhões em juízo para liberar a garantia. Na teoria, a obrigação nominal de pagar as dívidas é da SAF, mas o Botafogo não tem recursos e depende dos acionistas para se livrar da bola de neve de endividamento”, completa o “JOTA”.
Em contato com o portal, John Textor disse que a GDA Luma “nunca apresentou comprovante de fundos”, que ela não cumpriu a promessa de aportar US$ 150 milhões, convertendo-se em nova acionista, e que a Montegra seria, por isso, “uma protetora do Botafogo contra a agressão da GDA”.