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Escolha por Lucas Villalba, melhora defensiva, fase do ataque… Rodrigo Bellão detalha pontos no Botafogo

Por: FogãoNET

Escolha por Lucas Villalba, melhora defensiva, fase do ataque… Rodrigo Bellão detalha pontos no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Rodrigo Bellão promoveu mudanças no Botafogo para o jogo com o Palmeiras, sejam elas táticas ou escolhas por jogadores. Em entrevista coletiva após o empate em 0 a 0, neste domingo, no Estádio Nilton Santos, o técnico interino Rodrigo Bellão contou suas ideias.

– Eu acho que não é uma questão de ousadia, tá, eu acho que é uma questão, como eu falei, de estratégia. Eu analiso pelo menos três a quatro partidas de cada adversário junto com a minha equipe e a minha equipe ainda analisa mais ainda e às vezes parece que é simplesmente “ah, vou escalar o jogador”, “é, só põe ele lá que vai dar tudo certo”. Não é, tem jogador, tem característica que vai casar com o jogo ou não, tanto que na partida passada, eu falei, a responsabilidade do Montoro era minha, de eu ter o tirado no intervalo, porque eu achei que o jogo ia para um lado, mas eu acho que o adversário estudou ele ao ponto de não conseguir deixar, não permitir que ele jogasse. E nessa partida, não, você vê que ele já conseguiu tomar fluidez, mas eu acho que o Montoro foi muito importante, no primeiro tempo ele foi muito importante para a gente também, principalmente, porque ele conseguiu fazer os movimentos que a gente trabalhou, que a gente treinou, ele se encontrou livre diversas vezes, conseguiu colocar o Villalba, por exemplo, na cara do gol, naquele lance que é um movimento que a gente queria que acontecesse – comentou Bellão

– O Lucas Villalba, por exemplo, é um atacante que ajuda, defensivamente, então conseguia facilitar um pouco essa questão da linha de quatro para a gente, tanto que no jogo passado eu coloquei o Villalba de ala pela direita, por causa das características de subir e voltar, acho que isso é importante. Então quanto mais os jogadores encaixam as características do que a gente precisa naquele jogo, é o ideal para a gente – acrescentou.

Leia outras respostas:

Gabriel Batista

– Em relação aos goleiros, tanto o Warleson quanto o Gabriel são grandes goleiros e fico muito feliz dele ser, o Gabriel, ter feito essa partida que ele fez hoje e sair com o melhor em campo, né, isso é legal. Acho que é muito merecido.

Vitinho

– O Vitinho, que você comentou, eu falei no jogo passado, eu acho que o pessoal às vezes olha muito só para a questão de um ou dois erros que às vezes ele acaba cometendo e não é só isso, o jogador não é só o passe, ele não é só o cruzamento, ele é um jogo inteiro e acho que aí a minha função, a minha responsabilidade, a minha experiência é saber ler o melhor possível desse jogo todo. Então, acho que o Vitinho faz grandes partidas defensivas há um bom tempo e por isso que eu acho que, algumas vezes, algumas críticas passam um pouquinho porque não se olha para o todo do que ele desempenha. Ele fez uma grande partida, saiu com algumas dores no joelho ali, teve uma pancada durante uma sessão de treinos e melhorou, mas na reta final ele acabou sentindo. Mas eu acho que é isso, ele fez uma grande partida, eu concordo com você e fico muito feliz não só por ele, como acho que a equipe como um todo foi homogênea e acho que isso é importante a gente manter essa crescente nossa para a reta final do campeonato.

Lucas Villalba

– Em relação ao Villalba, como eu falei, na vitória que nós tivemos contra o Vasco, que tinha sido na minha última partida na primeira passagem, era uma característica parecida como a que a gente precisava hoje. Eu joguei no 4-1-4-1, hoje jogamos no 4-4-2, que por vezes virava um 4-2-3-1, porque o Danilo Pereira é um jogador que flutua ali no entrelinhas. E aí ficava com o Montoro de um lado e o Villalba do outro, e o Danilo Pereira flutuando algumas vezes, com o Cabral à frente. E acho que esse espaço era o que a gente queria, que a gente treinou para conseguir fluir um jogo de bater fora, bater dentro e bater lado contrário. E o Lucas Villalba é um jogador muito velocista, e aí o Palmeiras ataca muitas vezes com os laterais bem espetados. Acho que fazia parte da nossa estratégia, atacar as costas dos laterais deles, acho que tanto ele quanto o Júnior Santos têm essa qualidade de atacar as costas. Contra o Vasco, eu optei pelo Júnior Santos primeiro e o Villalba entrando depois, e nesse jogo eu fiz o contrário, pelo que eu vi nos treinos da semana, e achei que poderia encaixar e acho que funcionou muito bem.

Fase do ataque

– Eu acho que não é só uma questão dos jogadores. Eu vejo muito também que a gente tem tido algumas dificuldades para criar mais chances claras também, para que eles possam desempenhar. A gente tem criado chances como equipe, mas nem sempre essas chances são muito claras. Eu acho que é muito injusto às vezes a gente achar que é um jogador que não consegue fazer. Eu acho que é a nossa equipe como um todo que precisa criar. E o ataque não é só o atacante, o centroavante. Então, nós temos a contratação do Tiquinho também que está chegando. Enfim, outros jogadores podem chegar nessa janela. E eu vejo que a gente também, volto para um quesito que eu falei da última vez, que a gente tem, por enquanto, três equipes que estão disputando no topo da tabela. E aí, obviamente, ao meu ver, são equipes mais equilibradas. Por isso estão lá em cima. Não é só o melhor ataque que faz o time estar lá em cima. Muitas vezes é a melhor defesa também que faz a equipe estar lá em cima. Então, nós enfrentamos defesas sólidas, equipes com sistema defensivo muito sólido também. Então, isso dificultou. Não posso dizer do Cienciano, até porque eu tinha acabado de assumir ali. Mas criamos chances. Acho que até no primeiro tempo, para fazer gols ali, a gente conseguiu criar umas chances mais claras. Mas é isso. Eu acredito que a gente possa, um passo de evolução no decorrer do campeonato agora, é conseguir criar chances melhores para a nossa equipe poder desempenhar um papel ofensivo um pouco melhor e sair com vitórias.

Melhora defensiva

– Eu acho que um ponto importante que eu falei muito essa semana é que a gente estava tomando gols no primeiro tempo. Se você pegar o recorte dos jogos, a gente tomou um gol cedo, eu sei. Mas se você pegar o recorte de 15 minutos contra o Athletico-PR e 15 minutos contra Flamengo nós estamos fazendo bons jogos, nós estamos chegando inclusive no campo ofensivo, nós estávamos criando chances contra o Flamengo, teve até um gol anulado um pouquinho antes de tomar esse gol. E eu achava muito importante para a nossa confiança se manter alta a gente não tomar gols no início do jogo. Então é uma coisa que a gente falou muito, que a gente trabalhou muito, porque querendo ou não, quando você tem uma estratégia, como eu falei para o colega, e aí a gente acaba tomando um gol, a estratégia acaba ruindo um pouco. Não que ela mude muito, mas a confiança cai, é isso, aquele passe longo, se está 0x0 você erra uma, duas, está tranquilo, mas está tentando. Se você já está perdendo você erra um, erra dois, e aí a torcida pode começar a reclamar, você começar a ficar nervoso, enfim, eu acho que tomar gol cedo atrapalha muito para a confiança. Então foi muito importante para a gente não tomar esse gol cedo hoje para que a gente conseguisse ter uma solidez da nossa ideia de jogo que a gente queria, tanto que aí no segundo tempo do Flamengo a gente consegue fazer uma crescente muito grande e a gente estava muito mais perto de fazer um gol do que tomar. E acho que essa confiança do segundo tempo do Flamengo que a gente teve, essa confiança de hoje foi muito importante para a gente, principalmente por não tomar gol no início do jogo, pelo menos no primeiro tempo.

Fonte: Redação FogãoNET

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