Ex-controlador da SAF do Botafogo, John Textor enviou um posicionamento ao “Blog do Diogo Dantas”, do jornal “O Globo”, sobre a notícia de que o clube ainda devia US$ 10 milhões a um fundo devido à antecipação da verba referente aos 50% dos direitos econômicos de Thiago Almada.
O empresário norte-americano afirmou que a operação é “uma estrutura tradicional de financiamento de recebíveis” e “prática comum no mercado financeiro” e refutou que o Botafogo tenha sido prejudicado.
John Textor considerou que o Glorioso “recebeu um valor muito bom pelo atleta” e lamentou que Almada tenha recebido poucas oportunidades de jogo no futebol europeu – o jogador está prester a ser anunciado pelo River Plate.
Veja o posicionamento de John Textor enviado ao ‘Blog do Diogo Dantas’:
“Essa narrativa não reflete com precisão a realidade da transação e precisa ser colocada no devido contexto. Estamos falando de uma estrutura tradicional de financiamento de recebíveis, uma prática comum no mercado financeiro e amplamente utilizada por empresas e clubes de futebol em todo o mundo. Apresentá-la como algo incomum pode criar uma impressão equivocada sobre a natureza da operação.
O ponto principal é que os recursos relacionados a essa transação já haviam sido recebidos por meio da estrutura de financiamento. Portanto, sugerir que o Botafogo foi prejudicado por não receber novamente esses valores não corresponde à realidade. Não se trata de um dinheiro que deixou de chegar ao clube, mas de uma operação financeira na qual recebíveis futuros já haviam sido antecipados.
Em relação ao jogador, nós gostamos muito dele e sempre reconhecemos seu valor. Mas ele foi para a Europa e não teve oportunidades significativas de jogar, enquanto seu valor de mercado é claro e pode ser observado em todo o mercado. Considerando as circunstâncias e a estrutura geral da operação, o Botafogo recebeu um valor muito bom pelo atleta.
O mais importante é que os fatos sejam analisados dentro de seu devido contexto financeiro e esportivo, sem criar uma impressão que não corresponda à realidade das transações.
John Textor”