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Ex-coordenador de scout vê Jeffinho como ‘trajetória mais fora da curva’ em sua passagem pelo Botafogo: ‘Era reserva do Resende’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Ex-coordenador de scout vê Jeffinho como ‘trajetória mais fora da curva’ em sua passagem pelo Botafogo: ‘Era reserva do Resende’
Vítor Silva/Botafogo
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Raphael Rezende observou e trabalhou com diversos jogadores no tempo em que foi coordenador de scout do Botafogo, entre 2022 e 2025. Qual foi a trajetória mais peculiar? Para ele, a de Jeffinho, que hoje está no Liaoning Tieren, da China.

– O ápice talvez nem seja tão ápice assim, mas a trajetória mais fora da curva foi a do Jeffinho. O Jeffinho era o reserva do Resende. A gente viu no Campeonato Estadual, em 10 dias teve uma demanda de montar uma equipe B, a gente não tinha o elenco pra jogar o Campeonato Brasileiro Sub-23. E aí o Jeffinho é contratado como o último ano, porque era de 99, o último ano de sub-23. Então, ele é contratado para o time B como o único jogador que era do último ano, que estava no limite da oportunidade que estava recebendo. E ele não era um titular indiscutível do Resende – explicou Raphael Rezende, ao podcast “Storicast”.

– Então ele foi contratado, mas a gente olhava e falava “caraca, esse moleque tem alguma coisa aqui, ele está no lugar errado, ele faz coisas diferentes”. E aí ficou no time B. Só que quando o (Luís) Castro chegam, ele quer um elenco muito enxuto. São questões que você tem que ir moldando com a comissão que chega e que não está tão adaptada à realidade. A gente libera alguns jogadores e tal, fica com um elenco de 24, quatro goleiros e 20 jogadores de linha. Falei, “cara, vai faltar jogador”. E em duas semanas não tinha jogador. E aí o Jefinho sai de não ter estreado no time B, porque o campeonato não tinha começado ainda, para jogar à vera como titular no Brasileirão no time principal. Em dois meses. É surreal. Você imagina o reserva do Resende quanto ganhava. Aí ele vem no contrato de empréstimo no Botafogo até o final do ano para o time B e, em três, quatro meses ele está sendo contratado e mudando de novo o salário. E em dezembro ele é vendido para o Lyon. Já nessa negociação pra validar o que é o processo multiclubes, e acaba ficando rico para o resto da vida – citou.

Jeffinho teve bons momentos no Botafogo, foi campeão brasileiro e da Libertadores em 2024, mas não se consolidou como esperado no time titular.

Fonte: Redação FogãoNET e Storicast

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