Ex-presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção vira auxiliar na base do Boavista: ‘Me apaixonei pelo processo de formação’

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Por FogãoNET

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Mauricio Assumpção, ex-presidente do Botafogo, é o novo auxiliar do sub-14 do Boavista
Arquivo pessoal

Presidente do Botafogo de 2009 a 2014, Mauricio Assumpção agora é auxiliar técnico do sub-14 do Boavista e estreia no próximo domingo, contra o São Cristóvão. Ele se aposentou da odontologia após 32 anos para trabalhar com divisões de base.

Aos 59 anos, Assumpção contou ao “UOL” que tomou gosto no Botafogo pela base.

– Essa vontade surgiu da minha experiência como presidente, de 2009 a 2014. Acho que, talvez, o legado mais importante que eu tenha deixado no Botafogo tenha sido a reestruturação do futebol de base e os frutos que rendeu. Duas pessoas foram muito importantes neste processo, o Sidney Loureiro, primeiro gerente da base, e depois o Ney Souto. E me apaixonei por este processo de formação, entendia que era uma solução para o Botafogo. Participei muito deste processo. Assistia a mais jogos da base do que time principal (risos), à Copinha, à excursão… – disse Mauricio Assumpção.

– Entendi que se um dia eu tivesse de voltar para o futebol, seria para trabalhar com formação. Tem um pouco também do meu lado dentista, minha especialidade era odontopediatria e ortodontia, então, trabalhava muito com criança e adolescente. Era com esse público que eu lidava no meu dia a dia, tanto como prático na odontologia quanto como professor universitário – contou.

O ex-presidente fez custo de gestão e marketing esportivo e tirou a Licença C da CBF. Ele fez estádio no sub-20 do Vasco recentemente.

– O mais importante é ver se as coisas que aprendi na teoria cabem no processo do dia a dia, e o quanto eu posso ser eficiente. Quanto tempo vou ficar? Não sei. Aprender o processo é importante. Ser o coordenador geral da base é o meu desejo, mas sei que essa experiência que estou tendo aqui é fundamental – explicou o ex-dirigente, que vê com bons olhos a oportunidade no Boavista.

– Quando entrei no Botafogo, a realidade era bem mais triste que a do Boavista há alguns anos. Isso não me assustou. O Boavista hoje treina em local único, no CFZ, com academia, tem bola, tem tudo. Quero ser um coordenador, mas estou me preparando para isso? Surgiu a chance de ser assistente, imagina não aceitar porque fui presidente do Botafogo? Não… Eu queria e vim. Está sendo uma vivência rica, fui super bem recebido pela comissão – garantiu.

Excluído do quadro de sócios e processado pelo Botafogo, Mauricio Assumpção luta na Justiça para provar que as acusações são infundadas.

– Já fui assistir a jogos na base, os funcionários, que me veem, me tratam muito bem. Fui a alguns jogos no Nilton Santos. Vou de camarote porque sei que tem algumas pessoas que não gostam da minha presença, e tem todo o direito. Já passei na rua e torcedor falou: ‘você foi um baita presidente, fez um bom trabalho na base, mas pecou porque foi rebaixado’. Beleza. Já passei na rua e torcedor falou: ‘você é um fi… d. pu…, escroto’,. Beleza, tem o direito de reclamar. Só saio de mim quando o cara fala que sou ladrão. Não sou ladrão e estou provando isso na Justiça. E isso hoje é o que mais me consome. Enquanto eu não conseguir provar na Justiça… Na hora que tudo isso acabar, vou chamar os canalhas e quero ver quem vai aparecer. A torcida sabe de quem estou falando. Alguns continuaram lá [após a saída] e fazendo muita m… – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e UOL

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