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Federações estaduais querem CBF contra a criação de liga no Brasil

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Por FogãoNET

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CBF
Lucas Figueiredo/CBF

O cenário político do futebol brasileiro deve ser turbulento nas próximas semanas. Uma das partes mais atingidas pela proposta dos clubes da Série A em criar a sua própria liga, as federações estaduais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto. Mas isso não quer dizer que elas estejam inertes ou indiferentes — muito pelo contrário.

Nesta quarta-feira, pelo menos três presidentes foram à sede da CBF conversar com Coronel Nunes, comandante interino da confederação, para tratar sobre o tema. Bateram à porta de Nunes os representantes de São Paulo, Pará e Santa Catarina. A ideia dos dirigentes é que sempre haja alguém na CBF para tratar do assunto.

A Federação Paulista de Futebol informou que seu presidente, Reinaldo Bastos, esteve na CBF para uma reunião que não aconteceu e que não é opositor da ideia da liga.

O pedido principal deles é de que a CBF não corrobore com a ideia dos clubes de diminuir o poder das federações nas eleições para escolha de presidente e vices da CBF. Hoje, federações somam 87 votos, e os clubes 60. O temor dos dirigentes não é apenas o de perder poder, mas também dinheiro. Há o medo de que com os clubes gerindo o seu próprio campeonato, a CBF diminua o volume de recursos repassados.

Reunião semana que vem

Para que a ideia dos clubes da Série A avance sem litígio, é preciso que as próprias federações aceitem esses pedidos, já que será necessária uma alteração no estatuto que deve ser aprovado pela assembleia geral, que não conta com a votação dos clubes, mas das federações. Elas, porém, não querem arcar sozinhas com o peso de vetar as pretensões dos clubes, e querem dividi-lo com a CBF.

Enquanto federações fazem lobby por um lado, os clubes fazem de outro. Os presidentes marcarão nos próximos dias uma reunião com os representantes dos clubes da Série B, que deve acontecer na semana que vem, em local a ser definido.

Segundo Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, a liga vai começar a ganhar forma nas próximas três ou quatro semanas.

— Vamos fazer um planejamento mais claro, porque temos muitas opiniões, mas não tem nada definido ainda. O que podemos falar é que a liga ainda vai ser constituída — afirmou, garantido que a criação é irreversível.

Alguns dos tópicos que precisam ser melhor detalhados pelos clubes são como a liga será estruturada, se como empresa ou confederação; como serão escolhidos os líderes, se por votação ou um CEO contratado; além da parte do futebol em si, de como será a ascensão e queda dos times. A ideia é que a liga organize as séries A e B — e as C e D fiquem sob tutela da CBF.

— Estamos sentando para vislumbrar o que vai ser feito. Todos esses pontos vão ser analisados — disse Alencar Silveira, presidente do América-MG, que também afirmou que uma comissão será criada para falar em nome dos clubes.

Outra incerteza é se a primeira edição da liga vai acontecer mesmo já em 2022. De acordo com o presidente do Bahia, a data não foi determinada porque ainda há uma série de fatores, como por exemplo, a forma como será feita a transição entre clubes e CBF.

Fonte: O Globo Online

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