A GDA Luma, favorita para se tornar a nova acionista da SAF do Botafogo, pode ficar com os 90% que hoje pertencem à Eagle. O motivo é o patrimônio da empresa que controla o futebol do Glorioso estar negativo, segundo explicou o jornalista Matheus Medeiros em live no canal “Glorioso Play”.
Como já é sabido, a Eagle Football rompeu com John Textor na Europa, e a holding passou a ser controlada pela Ares, que por sua vez colocou-a em administração judicial da Cork Gully LLP. Por decisão da Justiça do Rio, a Eagle perdeu os direitos políticos na SAF, mas ainda detém os 90% das ações no contrato.
– O Botafogo é uma SAF, e a Lei das S/A determina o seguinte: o Botafogo tem hoje um patrimônio líquido negativo, por conta dos seguidos prejuízos que teve nos últimos anos. Então, se o Botafogo tem neste momento um aporte de capital da GDA, automaticamente a GDA passa a pegar as ações da Eagle Bidco, porque o patrimônio líquido é negativo. Então, não tem que repartir o bolo de algo negativo. O número que está lá hoje, o capital social, é prejuízo, é negativo – explicou Medeiros.
– Então, se por um acaso o Botafogo tivesse tido lucro nos últimos anos, e tivesse lá R$ 500 milhões no positivo, aí sim teríamos um bolo repartido, a GDA ficaria com tantos por cento, a Eagle com tantos por cento. Como tem esse patrimônio líquido negativo por conta desses prejuízos, o que a GDA aportar, ela vai aportar e vai ser a única positiva, porque a Eagle está negativa desde sempre. Então, acaba que o social tem os 10% de direito dele, sempre vai ter aqueles 10%, e muito provavelmente a GDA é quem vai pegar esses 90% – completou.
O Botafogo social acredita estar muito próximo de um acerto com a GDA Luma, mas a briga jurídica segue, com a Eagle/Ares tentando retomar seus direitos políticos na SAF e pedindo a saída de John Textor e de Durcesio Mello como diretor interino.