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Gregore se declara: ‘Tenho um carinho muito grande pela torcida do Botafogo. O clube faz parte da minha vida’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Gregore se declara: ‘Tenho um carinho muito grande pela torcida do Botafogo. O clube faz parte da minha vida’
Vitor Silva/Botafogo
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Campeão brasileiro e da Libertadores pelo Botafogo, Gregore deixou marcas positivas em 2024 e 2025. Hoje no Al-Rayyan, o volante recordou sua passagem pelo Glorioso e se declarou ao clube e à torcida, em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da ESPN.

– Ali no Botafogo, antes de eu ir, pouca gente me conhecia, porque eu saio do Bahia, eu fico três anos no Inter Miami, então eu via muito a desconfiança dos torcedores do Botafogo. E graças a Deus a gente pôde ter um ano muito vitorioso lá, e agora o Botafogo faz parte da minha vida – destacou Gregore.

– Eu tenho um carinho muito grande pela torcida do Botafogo, porque a gente sentia esse carinho deles, sabe? Idoso, criança, pessoal de torcida organizada, eles demonstravam essa importância que eles queriam ser campeões, porque eles já tinham esse gostinho de 23 e perderam. Então, a gente chegava no estádio, era uma festa linda quando a gente já chegava, eles faziam uma festa maravilhosa quando a gente chegava no Engenhão, e eu tenho muito essa imagem dos mosaicos que eles faziam nesse ano. Então eu entrava muitas vezes, eu vejo as minhas fotos entrando no jogo, eu estou sorrindo, porque era gratificante o sentimento que eu tinha de retribuir aquele carinho que eles tinham pela gente – contou.

Leia outras respostas de Gregore:

Família Botafogo

– Aquele ano ali foi um ano que, para mim, tinha tudo para dar certo, porque a gente tinha o treinamento, que era muito bom, o extracampo, que era excelente, o relacionamento dentro da empresa Botafogo… Eu nunca vivi nada igual, porque você chegava ali do porteiro até o John Textor era uma relação que a gente tinha um afeto, um carinho um pelo outro, a gente fazia churrasco, fazia festa, com frequência. A gente ia no aniversário do Barboza recém-chegado, a gente ia na festa dos gringos, a gente se relacionava com a família das pessoas, então a gente acabava levando isso para dentro de campo, que a gente acaba querendo cuidar um do outro, então isso fez a total diferença para a gente.

Superar 2023

– O que eu ouvi não foi um trauma, porque quando eu chego no Botafogo, como eu falei, a gente encontra uma empresa com o pessoal com uma vontade de ser campeão absurda, porque já tinha sentido esse gostinho e perde no final. Alguns jogadores meio desacreditados, o que é normal, porque perde o título, vem muita crítica, o que eu acho que é natural, do atleta, ele sentir um pouco. A gente chega, o Artur Jorge, nesse lado, ele blinda o grupo e fala que acabou o ano de 2023, esse é um ano novo, com peças novas, e a gente vai fazer coisas importantes para o Botafogo. Então acho que foi uma junção com os jogadores que já estavam ali e os que chegaram, e foi um casamento perfeito.

Função em campo

– É uma função que lá dentro mesmo a gente não tem essa vaidade. Eu falo muito pelos clubes que eu passei, e a gente não vê essa coisa de tão diferença dos atacantes para os defensores. A gente tem uma importância muito grande dentro do time, e o meu pensamento é que eu quero ver, eu quero ajudar o time, e ver o time jogando de uma forma geral. Então, essa coisa da vaidade, porque se o Igor Jesus faz um gol, dando o exemplo do Igor Jesus, eu ficava numa felicidade enorme. Então quando eu desarmava uma bola e tocava para o Savarino ou para o Almada, eles construíam a jogada e faziam o gol, a felicidade que nós defensores ficamos também é muito grande. Então essa coisa do trabalho que você falou agora, da gente correr para os outros, para a gente eu não vejo muito isso. Eu procuro fazer a minha função dentro do campo da melhor maneira, e é assim que tem sido desde que eu comecei na minha carreira, é me dedicar ao máximo para a equipe.

Importância de Artur Jorge

– Primeiro eu queria, já falei isso para ele, mas eu queria agradecer ao Artur Jorge por ter mudado a minha maneira de me enxergar como jogador, como pessoa, de ter mais confiança no meu trabalho, enfim. Mas com o Artur Jorge, no começo eu vou para o banco de reserva, isso eu acho que ele mostrou também que para ser titular naquele time a gente tinha que trabalhar muito. Não tinha titular porque a gente tinha um grupo muito bom, tanto que vem se mudando muito dentro da temporada o time e a gente vem dando resultado. Tanto que eu brinco num jogo contra o Juventude, que foi 5 x 0 para a gente, estava eu e o Eduardo no banco, ele brinca “é, Pit, vai ser difícil a gente jogar nesse time aí, porque os meninos estavam voando”.

– Na verdade, eu não perco a posição, mas sempre alternava entre eu e Danilo e Marlon e Tchê Tchê. Então sempre jogava ou eu e Danilo ou Marlon e Tchê Tchê, algumas vezes eu joguei com Tchê Tchê, mas o Danilo começou jogando ali mais tempo e aí logo depois também eu falei, vou ter que trabalhar bastante para poder jogar nesse time aí, porque o time era bom de verdade. E foi aí que eu evoluí. Então eu acho que esse foi o segredo do nosso time, porque um potencializava o outro. Você olhava muitas vezes para o banco e falava, não posso dar mole porque tem gente babando lá, querendo jogar. Então eu acho que isso potencializou o time e o Artur Jorge soube, acho que o maior diferencial dele foi poder fazer a gestão desse grupo maravilhoso que a gente tinha.

Fim do ciclo do Botafogo 2024

– Não deu sequência, né? Acho que a nossa vontade, ao final daquele ano, era dar sequência. Mas acontecem coisas no futebol que não cabem a nós jogadores escolher. Cabe a gente definir o nosso destino próprio. É um esporte coletivo, mas é um destino de cada um diferente. A gente queria que tivesse sequência, né? Acabou não tendo por escolhas da diretoria, que eu também não sei o que aconteceu. Se você me perguntar a verdade, não sei. Eu imaginava que ia sair um ou outro. Na nossa época já era um clube organizado, que a gente tinha uma segurança para trabalhar absurda. E hoje eu venho nessas notícias que acabam afetando os atletas, porque eu vejo as entrevistas e afeta, porque você acaba o jogo e um atleta tem que dar um esclarecimento do que está acontecendo fora do campo, então o jogador está levando isso para dentro de campo. Na nossa época, não existia isso, porque, acredito eu, o Artur Jorge blindou muito a gente, não deixava chegar isso na gente. Ou não sei se acontecia, ou ele blindou muito a gente. Então, acho que o diferencial também tem muito disso, porque os atletas não entravam para dentro do campo preocupados com quem vai sair, se tem projeto, se não tem, se o salário está em dia, se não está. Porque o salário estava em dia, e a gente entrava em campo com o quê? Com quem a gente vai jogar? Vamos jogar contra o Vitória, ou contra o Corinthians. Um dia antes, era foco total no que a gente tinha que fazer dentro de campo. A gente não pensava mais em nada.

Fonte: Redação FogãoNET e Bola da Vez - ESPN

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