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Maicosuel conta que ama o Botafogo e revela promessa de não jogar no Flamengo: ‘Não queria manchar minha história aqui’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Maicosuel, ex-Botafogo
YouTube/Botafogo TV
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Jogador com passagens marcantes pelo Botafogo entre 2009 e 2012 e com identificação com a torcida, Maicosuel quase foi parar em um rival. O Flamengo fez proposta, mas o ex-meia se recusou a se transferir para o clube rubro-negro.

– Eu criei uma identificação muito grande aqui no Botafogo, com pessoas, amigos que eu fiz, que eu levo para a minha vida. E eu fiz uma promessa, quando estive aqui dentro, de que eu nunca colocaria a camisa do Flamengo. E, de certa forma, foi pela rivalidade, foi com tudo o que eu aprendi aqui dentro. E eu acho que, para me tornar botafoguense, precisaria ser assim. Porque é muito fácil eu falar que sou botafoguense, que sou botafoguense, e um montante de dinheiro poder romper isso daí. Então, eu fiz uma promessa com alguns amigos meus que eu tinha aqui – afirmou o ex-jogador.

– E, quando eu estava no Atlético-MG, o meu empresário foi para lá e falou que o Flamengo ia pagar a multa. Eu falei que não ia. Ele disse que não. “Mas eles vão pagar a sua multa”. Eu falei que não vou. A gente ficou uns quatro meses sem conversar e eu acabei ficando no Atlético ainda. Mas não é que eu tenha algo contra o Flamengo. É uma rivalidade, mas o meu negócio é o Botafogo. Então, eu amo esse clube. Não queria também manchar a minha história aqui. Eu acho que isso aí seria uma coisa muito difícil para algumas pessoas, para alguns torcedores que me admiram, que gostam de mim. Então, eu acho que eu fiz muito isso pela promessa que eu tinha feito. E não me arrependo disso – destacou Maicosuel, à Botafogo TV.

O Mago deu entrevista ao Botafogo Podcast. Leia abaixo os principais trechos:

Identificação com a torcida

– Para mim, foi muito surpreendente, porque eu nunca imaginei. Nunca. Na minha vida, eu nunca imaginei isso aí. E para todo jogador é gratificante, né? Você ter um apelido, a torcida te reconhecer, reconhecer seu trabalho, gostar do que você faz. Mas, no Botafogo, particularmente falando, eu acho que é até desproporcional da parte deles comigo, assim. Porque eu sempre falo, e não é desmerecendo o meu trabalho, eu nunca me considerei um ídolo. Eu nunca me considerei um mago. Isso é um apelido da torcida. Eu sempre deixei isso muito claro. É legal? Pra caramba! Se não fosse o carinho da torcida, se não fosse o Botafogo, eu não teria esse nome, não chegaria nessa prateleira. Então, eu sou muito grato a todos. Então, para mim, um cara chegar assim… “Maico, acredita que meu filho se chama Maicosuel por sua causa?” Tipo, é uma responsabilidade gigante. Mas, como eu falei, não desmerecendo o que eu construí, o que eu fiz, mas eu nunca me considerei um ídolo aqui dentro. Então, a torcida me rotulou de verdade. E é recíproco. E por isso, por deixar eu me sentir assim, eu dei orgulho pra todos os meus familiares, meus amigos. Joguei com tanto cara bom aqui, de nome, com muito mais nome que eu, cara que teve uma história linda no futebol.

– Então, tudo coincidiu pra que eu tivesse esse carinho gigante com o Botafogo. Não é uma coisa que eu vou falar assim, “ah, eu tenho que puxar o saco porque eu quero uma vaga pra trabalhar lá”. Eu nunca fui assim. Então, da minha parte com o torcedor do Botafogo, com a entidade Botafogo, eu amo esse clube. E não é da boca para fora de falar… Não foi onde eu ganhei mais títulos, mas foi onde eu vivi os melhores momentos da minha vida profissional.

Recusa ao Flamengo

– Aqui comecei a entender que não era só futebol. Porque eu não tinha nada contra o Flamengo. Eu posso falar isso aqui? Foi por jogar aqui, cara. Eu prometi pra algumas pessoas que eu nunca jogaria no Flamengo. E eu recebi proposta que ia resolver minha vida financeira, e eu falei, eu não vou. Pela promessa que eu fiz. Então eu acho que, para mim, ter orgulho de falar assim, porque a minha filha vai lá no Nilton Santos, vai ter uma foto minha. É óbvio que isso aí não vai comprar pão, não vai comprar carne no açougue, mas pra mim é a história que fica, sabe? Então eu fico muito feliz com isso e grato.

Melhores momentos

– Quando eu falo assim, se tiver que passar um flash rápido na minha cabeça de felicidade, com certeza será com a camisa do Botafogo. Eu ganhei vários títulos no Atlético-MG. Que também foi um clube bem legal, onde eu joguei com cada cara de qualidade imensurável. Mas, se falar assim, onde você foi feliz de verdade?. Eu fui feliz aqui.

Camisa 7 do Botafogo

– Eu costumo falar que eu sou abençoado, por vários e vários motivos. Porque quem, quando você era pequeno, você sonha em jogar no Maracanã. “Ah, quero ser um atleta profissional por isso”. Mas quando você está lá, é inexplicável o sentimento de você falar, pô, já consegui isso aqui. E agora, o que vem pela frente? Pô, cravar o nome na história de um clube, ainda mais de um clube como esse, jogar com uma camisa 10, jogar com a 7. E essa camisa 7, falam assim, “ah, ela é pesada”. Ela pesa, é difícil falar. Porque eu acho que é muito psicológico, né? Não é que ela é pesada. “Pô, mas você tá com a camisa 7 do Botafogo, tem mística”. Eu não sei te explicar o que acontece. Mas você se sente bem. Primeiro que eu acho essa camisa muito linda. Acho a camisa do Botafogo maravilhosa. São as cores que eu mais gosto. Pode ver, eu só ando de preto e branco. Todo lugar que você vai ver é preto e branco. Preto e branco, eu amo isso.

Gratidão

– Para mim, foi mágico. Para o Botafogo, não sei, mas pra mim… Eu acho que o Botafogo me colocou em uma outra prateleira, onde eu jamais pensei em chegar. E eu sou muito sincero com o que eu falo. Eu devo tudo isso a vocês, torcedores, e ao clube, por me fazerem me enxergar como eu não enxergo. Mas, enfim, eu já falei que não é desmerecendo o meu trabalho. Mas vocês, pô, me colocaram muito alto. E eu só tenho a agradecer. Se não fosse o Botafogo, ninguém me conheceria.

Fonte: Redação FogãoNET e Botafogo TV

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