‘Guardião da marca’, Lênin Franco quer patrocínios longos no Botafogo e revela conversas adiantadas

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Por FogãoNET

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‘Guardião da marca’, Lênin Franco quer patrocínios longos no Botafogo e revela conversas adiantadas
Vitor Silva/Botafogo

Diretor de negócios do Botafogo, Lênin Franco deu uma longa entrevista ao site “GE” em que abordou diversos aspectos do clube. Sem dúvida, o que mais preocupa o torcedor na área neste momento é a falta de um patrocinador master.

A ausência de uma marca no espaço nobre da camisa tem justificativa: o Botafogo não quer aceitar qualquer dinheiro justamente para valorizar a marca. É o que explicou Lênin.

– Recebemos uma proposta pro máster que era o equivalente ao valor de manga. Disse para a empresa que se o limite financeiro era esse, então podiam se adaptar a outra propriedade. Não posso abrir mão de um espaço tão valioso por conta de qualquer dinheiro, porque isso é ruim para o clube. Não à toa não fechamos com essa empresa e, passado um mês, fechamos com outra empresa, que é do mesmo segmento, para a manga com valor maior do que tinha oferecido. Isso mostra que havia uma desproporcionalidade – afirma Lênin, citando a falta de credibilidade que havia no clube:

Muito do Botafogo ficar esse tempo sem patrocínio máster é o reflexo pelo que fez lá atrás: entregar as coisas sem fazer conta, não entregar o que prometia… Esse trabalho que fazemos é justamente de recuperar isso, fazer o mercado entender que existem pessoas que estão preocupadas em fazer entregas interessantes. Não só expor. Temos o exemplo agora com o “Vacine-se”. A marca vai pro máster em dois jogos que já fez parte do acordo para poder ter um incremento financeiro. Tudo isso mostra ao mercado que o Botafogo entra numa nova vertente e essa valorização que a marca precisa passa por isso. Nosso papel não é só trazer receita mas também ser guardião da marca. E uma das maneiras é dar o devido valor a ela.

Mas o espaço não deve ficar vazio por muito tempo. Segundo Lênin Franco, há conversas adiantadas para novos patrocinadores do uniforme. A intenção do diretor de negócios do Botafogo é fazer contratos longos.

– Tem muita conversa que vai se desenrolando, cada uma no seu tempo. Algumas com possibilidade ainda para 2021 que a gente oferece nesse fim de ano com um valor vantajoso para que o cara já pegue uma ou duas temporadas na frente. O intuito não é fazer patrocínio de um ano. O ideal é sempre a longo prazo porque você ganha fôlego e consegue se planejar com muito mais calma. Quando faz patrocínio ano a ano, você passa seis meses tentando renovar no ano seguinte. Gasta muita energia. Também tem uma questão de respeitar o prazo do mandato então na nossa cabeça tem que ser até dezembro de 2024 – afirmou, completando em seguida:

Hoje temos algumas conversas adiantadas ainda para 2021 e 2022. Agora, prometer que vai ser janeiro ou fevereiro a gente não tem como fazer porque depende também da outra parte. O trabalho é incessante para que isso aconteça o mais rápido possível. Mas é importante ponderar que há alguns anos o patrocínio representava quase que uma salvação para o clube. Hoje não é assim. O mercado não paga valores exorbitantes. O mercado que tem mais dinheiro na mesa é de apostas. Se tivesse que dar um recado ao torcedor seria: é muito mais importante que eu o tenha como sócio do que um patrocínio.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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