Identificação, títulos, amizade com Loco Abreu, parceria com Fábio Ferreira e ‘manias’ de Seedorf: Antônio Carlos recorda tempos de Botafogo

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Por FogãoNET

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Antônio Carlos, ex-zagueiro do Botafogo
Reprodução/Samba que é Gol

Zagueiro do Botafogo entre 2010 e 2013, Antônio Carlos teve boa passagem pelo clube e foi duas vezes campeão carioca. Em entrevista ao canal “Samba que é Gol”, para o cantor botafoguense Leo Russo, ele recordou os tempos de Glorioso.

Leia os principais trechos:

Identificação com Botafogo e Fluminense

– Tenho com os dois. O Fluminense foi o que me projetou para o cenário nacional, o Botafogo me deu afirmação. Meu pai sempre foi tricolor, meus tios Botafogo. Convivi muito com as duas torcidas. No Botafogo tive mais tempo de casa, me identifiquei mais, às vezes o pessoal lembra mais. No Fluminense é mais o gol do título, não o período que joguei. Mas fico em cima do muro nessa resposta.

Cavadinha de Loco Abreu

– Nem olhei. Fiquei de costas para o gol, rezando. Um amigo meu até me mandou esses dias. Fiquei olhando para o Jefferson. Loco tinha mania de inventar essas cavadinhas, mas eu não tinha noção nenhuma que ele ia cavar. Só escutei o barulho da torcida. O gol do Loco Abreu foi muito importante, mas a defesa do título foi a defesa do Jefferson, que foi demais.

Amizade com o uruguaio

– Só tenho a agradecer ao Loco, é um cara que chegou ao Botafogo e ninguém conhecia, começou a mostrar o trabalho dele. Muito gente boa. Maluco em campo, fora é coração excepcional, me levou para o Chile para o time dele, me levou para lá, morei junto com ele, vi as loucuras, as manias dele. (No estádio) Só toma banho no mesmo chuveiro no vestiário, bota os santos dele, não toca na bola, tem um monte de manias.

Grupo de 2010

– Joel (Santana) deu apelido, a gente era os morcegos, os outros eram os santinhos. Eu, Loco Abreu, Somália, Fábio Ferreira. Ele sempre foi um cara bom de grupo, conquistava assim, “ganhou hoje, vou dar folga até terça”. Como tínhamos que cuidar dos mais novos, o pessoal ficava meio tímido conosco. Nunca enganamos ninguém, sempre gostamos de tomar nossa cerveja e escutar uma música, mas em campo corríamos. Claro que ninguém vai exagerar, ficar três dias na noite para jogar no outro dia, que ninguém vai conseguir. Isso nos cobrávamos muito, até porque nosso time era limitado, Fahel fazia zagueiro, volante, lateral, Somália era lateral-esquerdo. Tínhamos cobrança muito grande nossa.

Jogador mais chato

– Não falamos chato, mas tinha muita mania. Seedorf era assim. Era complicado. Uma vez falou que não podíamos comer feijão. Pô, estamos no Brasil. Ficou muito tempo na Europa, aprendeu coisas novas, comia muito macarrão, nem Coca-Cola, só agua e suco. Por isso era daquele jeito, 40 anos, todo trincado. Eu falei “você é todo trincado mas não aproveitou nada, não bebeu uma coca, um chope, não tem história para contar” (risos). Tinha as manias dele.

Parceria com Fábio Ferreira

– Me dei bem com Fábio Ferreira, Fabiano Eller e Rodrigo Caio. Joguei 3 anos com Fábio no Botafogo, é difícil, ainda mais que éramos muito cobrados. Não estou falando que éramos bons não, agora na rua falam que somos bons, mas na época xingavam para caramba. Nos entendíamos bem. Fred deu uma entrevista que eu fiquei até feliz, que a zaga que ele menos gostava de jogar era a gente, Fábio batia e eu enterrava. Só que sempre no fim do jogo ele fazia um gol, a bola batia nele e entrava. Joel falava que ele era muito chato, não podia ver a camisa do Botafogo. Às vezes o cara tem sorte com um time ou outro, não tem jeito.

Veja os vídeos das entrevistas de Antônio Carlos ao “Samba que é Gol” e ao “Charla Podcast”:

Fonte: Redação FogãoNET e canal Samba que é Gol

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