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Jefferson se orgulha de ir para bandeirão do Botafogo: ‘Sempre priorizei identificação e não colocar dinheiro na frente da minha carreira’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Jefferson, ídolo do Botafogo
YouTube/Botafogo TV

Ídolo histórico do Botafogo, Jefferson entrou no bandeirão de ídolos da torcida no último domingo (6/9), no jogo com o Palmeiras, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro. O ex-goleiro, que substituiu Marlon Freitas, deu entrevista à Botafogo TV orgulhoso pela homenagem.

Venho acompanhando aqui o Botafogo sempre de longe, né. É um dia que vai estar marcado mais uma vez na minha carreira. E essa homenagem que a torcida do Botafogo está preparando para mim nesse dia. Então me sinto muito feliz de poder estar presenciando isso aí mais uma vez na minha carreira – destacou Jefferson.

Terceiro jogador com mais partidas na história do Botafogo, atrás apenas de Nilton Santos e Garrincha, Jefferson relembrou como construiu sua trajetória no Glorioso.

Bom, eu vivi dois momentos distintos no Botafogo, né. Eu cheguei no Botafogo em 2003, quando o Botafogo ainda estava na segunda divisão. A gente teve a oportunidade de subir com o Botafogo ali. E aí eu tive a primeira saída do Botafogo em 2005 para a Turquia. Mas deixei claro que quando voltasse eu gostaria de jogar no Botafogo. Até pela identificação que eu tive ali com os torcedores e tal, que é uma das coisas que eu sempre priorizei na minha vida, na minha carreira. Estar bem no ambiente. E de não colocar o dinheiro na frente da minha carreira. Eu acho que o dinheiro ele é e foi consequência na minha carreira. E como eu voltei em 2009, eu confesso que eu nem imaginaria fazer a história que eu fiz no Botafogo.

Eu voltei realmente pelo carinho e pelo profissionalismo ali do Botafogo. E também pela grandeza do Botafogo. Todas as coisas foram acontecendo de uma maneira muito rápida. E o Botafogo abriu uma porta muito importante pra mim em 2009. Eu vim da Turquia e basicamente as portas elas fecharam. Só se abriu a porta do Botafogo. Porque foi um time que acreditou realmente no meu retorno ao futebol brasileiro. Então isso pra mim, eu estava em dívida com o Botafogo. E as coisas foram acontecendo. Em 2010 a gente foi campeão. Um título muito importante ali. A sequência que o Botafogo vinha vivendo ali contra o Flamengo. E aí, minha primeira convocação também pra Seleção Brasileira. Assim, a valorização foi acontecendo naturalmente – contou Jefferson.

E em 2014, infelizmente a gente acabou caindo pra segunda divisão. Mas eu pude fazer um ano sensacional sendo o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro. A gente estava com salários atrasados. Basicamente quase dez meses atrasados. E aí foi onde foram acontecendo as propostas de outros clubes. E foram chegando propostas de vários países. Só que eu deixei bem claro que primeiro tinha que passar pelo Botafogo. Poderia ter saído ali na justiça, sim. Mas isso vai também de gratidão. Isso vai também de ensinamentos. Então eu preferi realmente fazer as coisas certas. E muitas pessoas falando que eu estava maluco porque estava no Botafogo na Série B e que ia me prejudicar na Seleção Brasileira. Mas não me arrependo, faria de novo. E assim foi uma história realmente no Botafogo. E tanto que em 2015 a gente montou um time para subir.

Graças a Deus conseguimos subir para a Série A. E eu deixei bem claro para todos ali, se um dia eu sair do Botafogo não vai ser assim, porque no momento que eu mais precisava o Botafogo abriu as portas para mim. Então eu preciso realmente subir esse gigante para a Série A novamente. Para depois realmente ver o que vai acontecer. Então não me arrependo. Não coloquei em xeque talvez a minha permanência na Seleção Brasileira. De maneira nenhuma. O Botafogo é gigante na primeira e segunda divisão. E faria novamente. E pra mim foi uma escolha muito certeira. De poder entrar na história de um time gigante. Que eu acredito que todos os jogadores que param de jogar futebol querem ter esse reconhecimento. E graças a Deus hoje eu tenho esse carinho ali pelos torcedores do Botafogo – acrescentou.

Jefferson hoje mora nos Estados Unidos e está retornando aos poucos ao futebol.

Hoje eu estou muito bem aqui nos Estados Unidos com a minha família. Minhas filhas já estão aí, praticamente, indo para a faculdade. Hoje eu estou aqui como diretor de goleiros do Orlando City South. Confesso que eu vim para cá não pensando no futebol. Mas o futebol acaba nos procurando, né. Eu tenho uma vida toda aí nessa adrenalina. E graças a Deus está dando certo. E estou muito feliz, muito contente. Os goleiros estão gostando bastante do trabalho aqui. E agora eu estou voltando realmente aí para o meio do futebol. Eu tenho um sonho aí de poder, quem sabe, se Deus quiser, um dia voltar aí para o nosso Botafogo, como treinador de goleiro. Mas hoje eu estou procurando mais mesmo. Me aprimorar, me profissionalizar. E quem sabe também surja uma oportunidade aí na seleção também, de base aí pra gente poder também já estar adquirindo a experiência. E colocando pra fora aquilo que a gente aprendeu no meio do futebol – explicou Jefferson.

Aqui tem muitos ex-jogadores. Tem muitos botafoguenses também. A torcida do Botafogo é espalhada. Eu tive a oportunidade de ficar cinco anos na Seleção Brasileira e por onde a gente passava tinha os torcedores do Botafogo. Então aqui nos Estados Unidos não é diferente. Tem muitos torcedores do Botafogo. Onde a gente vai no shopping, no outlet, então eu me sinto em casa em vários lugares – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Botafogo TV

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