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Pitacos: notaram como a mídia não está preocupada com o Botafogo por ‘bem do futebol’ nesse momento? Parte mais difícil da tabela passou

- Atualizado em

Elenco em Botafogo x Palmeiras | Campeonato Brasileiro 2026
Vítor Silva/Botafogo

* Já repararam que não há ninguém na mídia preocupado com a atual fase do Botafogo? Parte fica aflita e faz reportagens apenas quando o time está bem e incomodando os “queridinhos de sempre”.

* Pode ter certeza que, quando o Botafogo melhorar, voltarão as pautas de fair play financeiro, de gramado sintético, de crítica às SAFs. Nesse momento, eles falarão que é “pelo bem do futebol brasileiro”.

* Mas quando o Botafogo está mal, com resultados ruins, uma gestão confusa e com o clube social no poder, não há ninguém preocupado. Afinal, o que eles querem é exatamente que o time siga em baixa e sem atrapalhar os prediletos.

* Neste momento, o Botafogo contratar três ex-Boavista para o departamento de futebol não os incomoda, assim como estar sem técnico e ter dificuldade por reforços. Agora, imagine se tivessem vindo um treinador de ponta e Luiz Henrique? A gritaria estaria enorme.

* O foco deles nesse momento é a relação Palmeiras x Vasco, é Leila Pereira, é Marcos Lamacchia, é a recuperação judicial do Vasco etc. Fica a oportunidade para o Botafogo se reerguer quietinho para voltar a incomodar – e a ser criticado.

* Dito isso, passou a parte mais difícil da tabela do Campeonato Brasileiro para o Botafogo. Nos seis primeiros jogos do returno, enfrentou cinco times do G-6 (Flamengo, Palmeiras, Athletico-PR, Fluminense e Cruzeiro), além do Vitória. Fez seis pontos. Contra estes mesmos adversários no turno, havia feito quatro pontos.

* É claro que os resultados geram uma pressão e fazem o objetivo mudar. Quando enfrentou o Fluminense, o Botafogo estava perto do G-5. Hoje, olha para estar seis pontos acima da zona de rebaixamento. Mas a partir de agora terá jogos mais acessíveis e mais “pontuáveis”. É hora de tentar se estabilizar.

* O jogo com o Palmeiras deixou bons indicativos. Finalmente o Botafogo foi mais organizado, aguerrido e equilibrado. Competiu contra o até então líder. Poderia ter vencido. Assim como poderia ter perdido, é verdade. Mas deu fim à série de derrotas e de jogos levando gols. E voltou a pontuar. Rodrigo Bellão foi bem e, pelo visto, ganhou mais tempo.

* É torcer para também ter passado a fase mais difícil na transição para a GDA Luma. O Botafogo social assumiu o comando, talvez não houvesse muito o que ser feito. O problema maior foi a (falta de) comunicação com a torcida.

* Ninguém comanda um time de futebol sozinho. Um dos méritos de John Textor foi saber mobilizar a torcida em seus bons momentos. Os botafoguenses compraram o barulho, aderiram ao programa de sócios, lotaram estádios. Hoje, estão desconfiados. Muito pelas mensagens que (não) recebem.

* A torcida quer estar junto com o Botafogo. Precisa saber o que se passa. Se é o clube social no comando, se é transição, quando será a GDA Luma, no que consiste o projeto. Uma boa gestão de expectativas é fundamental neste momento de reconstrução do Glorioso. Cabe ao associativo esta missão.

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