Há pouco mais de um ano, o Botafogo vencia o PSG por 1 a 0 nos Estados Unidos, na Copa do Mundo de Clubes. O Alvinegro era comandado por Renato Paiva, técnico que quase foi demitido no mesmo dia da vitória. Quem revelou essa história foi o jornalista Daniel Braune, em entrevista ao podcast “Tomando Uma“, do canal “Futeboteco“.
Braune iniciou falando sobre a passagem de Renato Paiva no Botafogo.
– Cara, eu não acho que o trabalho dele foi uma aberração no Botafogo. Eu acho que foi um trabalho aquém como praticamente todos que ele fez, tirando um trabalho no Del Valle que foi muito bom. O feito da vida dele foi aquela vitória contra o Paris Saint-Germain, acho que ele foi magistral na maneira que ele colocou o time para marcar. Só que ele botou o Botafogo pra jogar com o Palmeiras da mesma maneira. O Botafogo jogou nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes depois de ganhar do Paris Saint-Germain e fazer frente com o Atlético de Madrid como se fosse o CSA. O Botafogo jogou com os 11 no gol fazendo cera. Bizarro.
– Tanto é que o Paulinho faz o gol, faltavam cinco minutos para acabar o jogo, na prorrogação. Aí, o Botafogo começa a jogar. O Botafogo esperou 115 minutos pra jogar futebol. Ou seja, precisava disso e o Textor ficou puto com aquilo e o demitiu – lembrou Daniel Braune.
O jornalista contou um diálogo que teve com John Textor no mesmo dia da vitória do Botafogo sobre o PSG.
– Cara, contando até para você ver como é que o Textor tem essa cabeça completamente exótica. A torcida do Botafogo foi pra uma rua festejar, e o Textor tava lá. E aí, enfim, estou conversando com os amigos, com o Bernardo Central, da CazéTV e tudo mais, a gente trocando ideia. Daqui a pouco o Textor falou comigo “você sabe ler em inglês?”, “pô, sei”. Aí ele ‘lê isso aqui então'”. Pegou o telefone dele e jogou na minha mão. Saiu andando. Aí, eu li assim, era uma conversa e eu já estava meio doidão, e eu não tinha intimidade assim, eu nunca fui amigo do John Textor. Ele pegou o telefone dele e jogou na mão de um estranho. Tá ligado?
– É um cara que sempre tive uma ótima relação, tá? Mas não a ponto do cara me entregar o telefone dele. Aí, eu fiquei lendo ali, inclusive está no livro que a gente está escrevendo. E eu não sei se eu estava doidão, eu falei, cara, ele está cornetando o Renato Paiva. Era uma conversa dele com outra pessoa. E o Botafogo tinha acabado de ganhar do Paris Saint-Germain – disse Braune.
– Aí, eu perguntei para ele, eu falei, “pô, não sei se eu tô lendo errado, se eu tô doidão. Você não gosta do Paiva, não”. “Não, não gosto. Não gosto desse cara, não gosto desse cara. Eu, inclusive, pensei até, sei lá, se eu não podia mandá-lo embora por agora mesmo”. Caralho, irmão, imagina esse cara amanhã mandando o maluco embora, irmão. Eu falei, “pô, não é para tanto, né, cara? Eu acho um técnico, tipo assim, fraco para o projeto. Mas eu acho que hoje ele foi brilhante na escalação dele”. Ele falou “o Botafogo tinha que jogar desse jeito mesmo. Só que não dá para jogar todo jogo desse jeito, porque não podemos passar a imagem de um time retranqueiro“. Aí que ele ficou puto. Contra o Palmeiras, que dava pra jogar. Ele recuou o time também – lembrou.