John Textor considera ainda ser dono de 90% das ações da SAF do Botafogo, por razões jurídicas e financeiras, e é contrário a uma venda para um novo investidor. Em meio a discussões de bastidores, o empresário norte-americano planeja ir até o fim na Justiça, segundo informa o jornalista Bernardo Gentile, do canal “Arena Alvinegra“, nesta terça-feira (2/6).
– Ontem ele tentou impor essa narrativa, continuou falando “sou dono de 90%, tenho provas, a justiça vai fazer isso”. Disse que já esteve em situação pior do que essa em 2023 e recuperou. Eu falei que torço para o melhor para o Botafogo. Eu torço por quem vai deixar um caminho mais saudável, mais seguro, né? Um projeto financeiramente sustentável.
– Quando eu falei da questão de ser uma proposta que deixe o clube mais estável, aí ele falou assim, “você está enganado, o clube não vai ter estabilidade nenhuma. Porque, por exemplo, eu vou processar o Botafogo pelos próximos dez anos. Se o Botafogo tomar uma decisão em que eu não seja consultado, ou eu dê aval, ou eu faça a parte. Se passarem por cima de mim, eu vou processar pelos próximos dez anos quem tiver tomado essa decisão. Eu vou tentar recuperar o clube que é meu por direito”. Que, na opinião dele, ele fala isso.
– Então, isso tudo aqui é informação de como um lado que diz ter ainda as coisas vai reagir em caso de derrota, que é o que parece que vai acontecer, pelo que a gente está escutando. É uma situação muito ruim. No texto, no vídeo, ele fala ainda em família, ele fala ainda em tentar todo mundo junto, que não é hora de briga, mas, ao mesmo tempo, ele está pronto para briga – explicou Bernardo Gentile.
Textor entende que social asfixiou a SAF Botafogo
O jornalista ainda trouxe a visão de Textor sobre os transfer bans sofridos pelo Botafogo na Fifa.
– O que ele fala nos bastidores sobre a questão do transfer ban é que aí ele volta lá no início, no empréstimo. Porque aí para ele, está acusando o social de fazer com ele o que a Ares fez com o social, que foi asfixiar financeiramente para o cara parecer muito pior e dar a pernada. De certa forma, nesse ponto, ele tem razão. O social realmente fez isso, tinha a proposta do Textor, só que o social não asfixiou porque queria o mal do Botafogo.
– O social asfixiou porque queria tirar o Textor por qualquer custo. E aí, com isso, pode ter até tido algumas consequências ruins para o clube, no sentido de, pô, não entrou dinheiro, caiu no transfer ban, piorou a situação etc. E aí, com isso, o que o Textor fala é o seguinte: se tivesse aceitado o dinheiro lá no início, hoje a GDA era sócio-minoritária, tinha entrado, estava com as ações. Ao mesmo tempo, teria pago os transfer bans, teria entrado e tal, e não precisaria, segundo ele, nem da recuperação judicial. E ele realmente acredita nisso e eu discordo veemente disso. O Botafogo já precisa da recuperação judicial há muito tempo – concluiu.