John Textor vê ‘química’ como desafio no Botafogo, destaca Luís Castro e diz: ‘Vocês vão ver muita atividade na segunda janela de transferências’

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Por FogãoNET

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John Textor, acionista da SAF do Botafogo, em entrevista ao Fala Fogão
Reprodução/Fala Fogão

John Textor deu uma longa e interessante entrevista ao canal “Fala Fogão” no CT do Crystal Palace, em Londres. Franco, o acionista da SAF explicou o maior desafio de momento e como analisa a situação atual do time no Campeonato Brasileiro.

Bem, a maior fraqueza no momento é química. Estamos trazendo que nunca jogaram juntos, ele vêm de várias partes do mundo, eles jogam futebol de forma diferente. Então você está tentando casar suas qualidades individuais e metodologias, com a visão do treinador. Nós estamos incrivelmente felizes. Em alguns casos vêm por trabalho duro, em outros por sorte. Mas começar a temporada com tão pouca química entre os jogadores e estar na posição que estamos logo no começo, sabe. Nós dissemos que nosso objetivo é evitar o rebaixamento para chegar ao meio da tabela. O ponto mais alto do nosso objetivo no fim da temporada é Sul-Americana ou algo assim. Mas sendo realista nós só queremos consolidar nossa posição na Série A. E nós conseguimos ter um bom começo. Ser capaz de fazer isso com tão pouco tempo e química entre os jogadores, é por isso que você vê essas oscilações que o treinador fala sobre. Então acho que nossa maior fraqueza é a falta de tempo jogando juntos – comentou Textor, que agradeceu à torcida pela paciência.

– Os torcedores estão ficando muito bons em ter paciência e isso é admirável. Eu estava no jogo alguns jogos atrás onde eles estavam vaiando nossos jogadores durante o jogo, o que torna ainda mais difícil para os jogadores jogarem bem. Aquilo foi difícil para eu assistir, porque eu sabia que traríamos talento, uma boa comissão técnica, eu acho que os torcedores reconhecem que fizemos isso. Mesmo o time não jogando sempre bem, os torcedores estão ficando mais pacientes porque eles veem o projeto em andamento. Mas agora a fraqueza é tempo e química, mais do que qualquer coisa – acrescentou.

Sobre a paciência, ele acredita que será necessária também para o time se desenvolver e determinados reforços começarem a render mais.

Existem jogadores que nós acreditamos e trouxemos que podem não estar no seu melhor nível agora e nós esperamos que os torcedores tenham paciência com eles também. Eles vieram por uma razão, foram selecionados por uma razão, estão apenas tentando se ajustar ao nosso sistema. Mas você pode ver: meio que estamos em todos os lugares nesse momento. Jogando, um estilo de jogo muito bom, muitos bons jogadores, mas com time nós precisamos seguir evoluindo juntos. Então essa é nossa grande fraqueza – explicou.

Já em relação às virtudes, Textor considera que Luís Castro e sua comissão técnica podem ser um diferencial.

Nossa grande força, além dos torcedores, deixe-me falar sobre o treinador. Você sabe, nós substituímos o último treinador. Frequentemente, quando você traz um novo treinador, você traz uma equipe inteira. É positivo o fato de já estarem trabalhando há muito tempo juntos. Então, se o time ainda não tem química, é importante que a comissão técnica tenha. É por isso que quando você traz um novo treinador, você vê outras mudanças. O auxiliar técnico (Lucio Flavio) foi para o time B, o treinador de goleiros (Flavio Tenius) que todos gostavam, por exemplo, acabou sendo substituído por alguém que veio com a equipe do Luís Castro. Mas essa química da comissão é realmente importante. Acho que é a nossa maior força agora. Mas, claro, nós temos muito trabalho para fazer. Estamos vendo, quando você traz um monte de pessoas juntas, ainda há lacunas. Nós podemos ter trazido os atletas certos, mas em termos de forma como jogam juntos podemos ter carências em algumas posições do elenco que precisamos resolver. Então vocês ver muita atividade na segunda janela de transferências – completou.

Veja o vídeo:

Fonte: Redação FogãoNET e Fala Fogão

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