Jorge Braga vê Botafogo em ‘posição privilegiada’ entre os grandes por S/A

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Por FogãoNET

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Jorge Braga, CEO do Botafogo, em entrevista ao UOL Esporte
Reprodução/UOL Esporte

A Botafogo S/A é a grande esperança para o futuro, com chegada de investidores e melhor organização das dívidas. Para o CEO Jorge Braga, apesar das dificuldades, o Alvinegro leva vantagem relação a outros clubes para se tornar empresa.

– No Botafogo o número é desafiador, mas a visão objetiva é que estamos discutindo há mais tempo que os outros clubes. Em 2019, o Conselho aprovou a Botafogo S/A, que está muito alinhada com a nova lei, a SAF. A ideia é de de poder ter um pedaço da dívida, enfrentar com recursos e separar dos ativos do futebol, isolando da política e trazendo investimento novo. Esse sempre foi exatamente o conceito da Botafogo S/A. O clube tem uma posição privilegiada nesse sentido entre os times grandes. Porque há clubes posicionados em estruturar a divida, se endividar mais para pagar a dívida e seguir. Outros acham que um investidor vai assinar o cheque em branco de bilhões e ir embora. A realidade é muito diferente disso. Nenhum projeto desses decola se não fizer o trabalho de casa, se não mostrar previamente que tem que cortar na carne. O Botafogo vem discutindo há mais tempo, já aprovou o modelo de cessão do futebol e entende que são dois esforços diferentes: estruturar a dívida e investimento. É possível estruturar a dívida, é difícil, mas é possível. O produto de futebol do Botafogo que junta história, tamanho de torcida, camisa, tradição, reconhecimento internacional mais os ativos como sedes e jogadores se viabiliza nesse projeto. O que o Botafogo entendeu é que tem que fazer os dois movimentos juntos, está preparado para fazer isso – explicou Jorge Braga, ao jornalista Mauro Cezar Pereira, em vídeo no canal do “UOL”.

Uma das premissas para o Botafogo é a organização interna, que vem realizando na atual gestão para se adequar ao profissionalismo.

Você não consegue trazer investidor sério, estruturado, que faça compra. Ele quer o retorno, não é modelo de paixão. Para trazer investidor profissional, o primeiro passo é mostrar que consegue controlar o time como empresa, com transparência e organização. Mostrar quem são os gestores, a proposta e a tese de investimento. Essa combinação no Botafogo é muito boa. É uma marca de altíssima reconhecimento, uma torcida muito fiel, com ticket médio acima da média, a baixa resistência como segundo time, o Botafogo é querido e amado dentro do fora do Brasil, o conjunto de ativos que temos, a viabilidade financeira, o marco regulatório da SAF e a adesão dos sócios, que já aprovaram e estão prontos para fazer esse movimento. Essa combinação conjunto de ativos reais, de jogadores, novas práticas, novos movimentos gerenciais e abundância de dinheiro que tem no mundo, acho que vai dar certo. Investidor nenhum põe dinheiro em algo que não vê controle nem enxerga gestão. Precisávamos disso, que já estamos desenvolvendo, para ganhar credibilidade. Com a SAF, temos esperança de que caia o veto da parte tributária, porque entendemos que o modelo desenhado está alinhado com os melhores modelos do mundo. Tenho participado das reuniões da Liga, o lado menos visível é a obrigatoriedade de cumpliance financeiro, obriga a responsabilidade financeira, o que temos resolvido internamente – concluiu.

Fonte: Redação FogãoNET e UOL

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