A Justiça não aceitou os argumentos de John Textor por um efeito suspensivo para bloqueio das ações da SAF e autorizou o Botafogo social a entrar como parte interessada no processo, no qual o empresário norte-americano alega ter direito a receber R$ 150 milhões da Eagle. Foi a decisão do desembargador Luiz Eduardo Canabarro nesta quarta-feira (29/7), informa o “Canal do Medeiros”.
Textor diz que tem a receber R$ 150.381.449,50 da Eagle pela suposta venda das ações em 2022, quando era o dono da empresa. O Botafogo social argumenta que o ex-controlador recebeu sua parte em ações na época.
– A alegação de que não houve pagamento das ações da SAF depende de perícia contábil e ampla produção probatória, inclusive voltada à aferição de fato constitutivo do direito autoral, sendo inviável no presente momento a concessão de tutela provisória. Acrescente-se que a documentação apresentada pelo agravante (John Textor) se restringe a notificações que somente foram encaminhadas em junho de 2026, ou seja, após quase 4 (quatro) anos do suposto inadimplemento – escreveu o desembargador.
O mérito do recurso ainda será julgado. Enquanto isso, o Botafogo pode avançar pela venda das ações da SAF para a GDA Luma.
⚖️ Justiça nega pedido de Textor para bloquear as ações da SAF do Botafogo.
— Medeiros (@canaldomedeiros) July 29, 2026
O desembargador Luiz Eduardo C. Canabarro, da 14ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, indeferiu o pedido liminar apresentado pelo empresário.
Textor queria tornar indisponíveis as ações discutidas no… pic.twitter.com/IXhDm2Oh1n