Kanu recorda momento difícil em 2019 pelo Botafogo: ‘Chegava e saía chorando do clube’

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Por FogãoNET

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Kanu - Botafogo x Confiança
Vitor Silva/Botafogo

Cria da base do Botafogo, Kanu completou na última quarta-feira 100 jogos pelo clube. Hoje titular e líder do elenco, o zagueiro viveu o rebaixamento no ano passado, mas relembrou um momento ainda mais complicado na sua carreira: em 2019, quando chegou a ser emprestado para a Cabofriense.

– Fui emprestado, voltei. Não ia ser aproveitado. Todo dia trabalhava, me dedicava, chegava cedo, e as coisas não aconteciam. Ficava triste, chegava ao clube chorando, saía chorando, chorava com a minha mãe, chorava com meu pai, até brincava que ia ser de outra profissão. Confesso pra você que chegou um momento que eu achava que não ia dar – afirmou Kanu à TNT Sports.

Kanu continuou trabalhando e foi titular no ano passado, conseguindo boas atuações apesar da campanha pífia no Brasileirão. Chegou a receber propostas do São Paulo e do futebol mexicano, mas ficou e agora ajuda a conduzir o Botafogo de volta à Primeira Divisão.

– A gente teve um rebaixamento que foi trágico da forma que foi, eu estava presente, me doía, não conseguia levantar a cabeça, meus amigos fraquejando e eu não conseguindo ajudar, acho que foi um dos piores sentimentos que eu tive na vida, e não podia fazer nada, eu dormia e acordava todas as noites com esse peso – relembrou.

O zagueiro de 24 anos não precisou pensar muito para resumir em três palavras sua trajetória no Botafogo: resiliência, trabalho e fé. E falou com muito carinho do ex-técnico Paulo Autuori, a quem considera como um “paizão”.

– Ele parece aqueles avôs brabos, sabe? Me via por baixo e falava ‘vamo, não baixa a guarda’, ficava incentivando, nos treinos sempre me colocando pra cima. Às vezes dava dura também, esse apego que tenho por ele vai ficar marcado por toda a minha trajetória – disse Kanu.

Fonte: Redação FogãoNET e TNT Sports

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