Luiz Henrique segue desfilando sua qualidade com a camisa do Zenit, na fria Rússia. E o carinho pelo Botafogo ele não esquece. Em entrevista à “Band“, o Pantera Negra recordou o 2024 histórico no clube, quando ele foi campeão brasileiro, da Libertadores e Rei da América – e, provavelmente, um dos melhores do mundo, algo que infelizmente não foi reconhecido de forma oficial.
– Tenho uma relação excelente com o clube, com todos que trabalham no Botafogo, estou sempre em contato com eles. Eles têm um carinho enorme por mim e eu também tenho um carinho gigantesco por eles, porque quando cheguei lá meu começo foi muito difícil e todos ali me abraçaram. Eu tive uma lesão na panturrilha e todos do Botafogo me acolheram o máximo possível para que eu pudesse estar tranquilo. A relação com a torcida também, eles têm um respeito enorme por mim e eu também tenho um respeito e um carinho por eles. Desde o começo eles me ajudaram, estiveram comigo, falaram que eu ia dar a volta por cima, que eu ia me tornar ídolo – disse LH.
– E a lembrança que eu tenho é sempre da final da Libertadores e também o Brasileiro. A Libertadores foi um feito histórico, com um a menos desde o primeiro tempo, o time sofrendo, correndo um pelo outro, todo mundo unido para que a gente pudesse ser campeão e trazer a alegria de volta para o torcedor do Botafogo. Foi gigante, não só da minha parte, mas da parte de todos os jogadores ali, porque a gente se doou ao máximo. Sempre vou deixar essa memória na minha mente para que eu possa levar isso sempre comigo, porque a nossa equipe foi gigante no ano de 2024 – completou.
Na entrevista com o jornalista Alexandre Praetzel, Luiz Henrique foi questionado sobre seu drible característico, que ele sempre faz e os zagueiros não conseguem evitar. A comparação com outro camisa 7 histórico do Botafogo, Mané Garrincha, foi inevitável.
– Garrincha era excelente nos dribles, sempre deixava os adversários muito nervosos dentro de campo, porque nunca conseguiam pegá-lo. Levei esse legado do Botafogo com Garrincha, com os mesmos dribles, sempre a mesma jogada e 2024 foi um ano que eu pude também honrar a camisa 7, que é a camisa do Garrincha. Foi um ano histórico para mim, pessoalmente, e também histórico para o clube. Consegui continuar esse legado da camisa 7, era um peso muito grande – disse o Pantera.
– Quando eu cheguei no Botafogo, muitos falavam que a camisa 7 é mais pesada que a camisa 10. Com todo o amor e com todo o meu potencial, queria pegar essa camisa para que eu pudesse continuar esse legado e, graças a Deus, deu tudo certo. Consegui levar ao nível máximo a camisa 7 – encerrou o craque.