Completou no último domingo (14/6) um mês da nota oficial do Botafogo que pode ser considerada como o fim da era John Textor. Na ocasião, o clube fez críticas públicas ao empresário norte-americano, ao confirmar o pedido de recuperação judicial da SAF.
No texto em questão, o Botafogo afirmou que a “condução adotada pela Eagle e por John Textor revelou absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional da SAF Botafogo, contribuindo diretamente para o agravamento da crise e para o cenário de extrema fragilidade que tornou inevitável o ajuizamento da recuperação judicial.“
Uma semana depois daquela nota oficial, o STJ reconheceu o Tribunal Arbitral da FGV como órgão para decidir questões societárias da SAF, o que, na prática, confirmou que Textor não tinha mais poderes, já que ele estava afastado do comando da Eagle Bidco, dona de 90% das ações.
No dia 1º de junho, um grupo de conselheiros do Botafogo aprovou a proposta da GDA Luma Capital para se tornar a nova acionista majoritária da SAF, rejeitando as ofertas de John Textor, de Kia Joorabchian e Evangelos Marinakis em conjunto – que tinha apoio do norte-americano – e da MasterCom Capital.
Quatro dias depois, Botafogo social, SAF e GDA Luma assinaram o contrato vinculante, formalizando a parceria. Mas o fundo do mexicano Gabriel de Alba ainda não pode ser considerado dono do futebol alvinegro, já que ainda é necessário um acordo com Lyon e Ares para que as ações sejam transferidas pela Cork Gully, administradora judicial da Eagle.
Algumas reuniões já aconteceram entre Botafogo, SAF e Michele Kang, presidente do Lyon. O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, está nos Estados Unidos em contato direto com Gabriel de Alba, Kang e outros envolvidos para solucionar a questão, bem como também tentar resolver os transfer bans em vigor na Fifa.
Na última semana, o Botafogo esperava receber o primeiro aporte da GDA Luma, de US$ 25 milhões. A proposta do fundo era de US$ 105 milhões no total, sendo que US$ 25 milhões já haviam sido aportados por meio de um empréstimo contraído ainda na gestão John Textor.
O empresário norte-americano, por sua vez, segue tentando na Justiça retomar os direitos no Botafogo e chegou a processar João Paulo Magalhães Lins e o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro por conta de críticas e acusações. O Glorioso, de férias devido à pausa para a Copa do Mundo, segue sob transfer ban ansiando por soluções.