O Palmeiras quis, tentou e insistiu por Danilo, do Botafogo. Em vão. O meio-campista não se transferiu. Na opinião do comentarista Paulo Vinicius Coelho, do “UOL”, a notícia foi boa para os cofres alviverdes.
PVC deu sua opinião após comentar sobre a possibilidade de Flaco López ser vendido.
– Eu acho que ela (Leila Pereira) está certíssima em relação a não vender nenhum pilar da equipe, porque o Palmeiras precisa tentar voltar a ser campeão nacional ou internacional e isso vai representar a premiação e vai aumentar a receita do clube, sem contar a alegria da torcida. Você não é campeão para encher o cofre, é para a torcida festejar. Agora, tem uma meta de R$ 400 milhões de venda nesse ano e só foram vendidos R$ 50 milhões, então precisa vender. Não precisa vender o Flaco, especialmente pra Rússia, a Rússia não vai fazer bem para o Flaco, o dinheiro é pouco para o Palmeiras pelo que ele representa o Flaco e o Flaco não vai ser um sucesso na Rússia, porque a Rússia hoje não tem a Champions League, por causa da guerra, tudo que a gente sabe que está acontecendo – iniciou PVC.
– Agora, o Palmeiras precisa tentar encontrar saídas para a questão financeira, o Palmeiras está muito na trave. Se você voltar no tempo dos 12 meses de 2025, o Palmeiras teve déficit em oito. No primeiro semestre de 2026, o Palmeiras teve déficit de R$ 66 milhões, então por mais que você olhe para o Palmeiras e pense “o Palmeiras hoje é um clube rico”, o Palmeiras está muito na fronteira. O Palmeiras é um clube de classe média que, se perder o emprego, danou-se. É bem isso, parar de arrecadar, danou-se. Então é um momento de muita responsabilidade do Palmeiras. Não ter contratado o Danilo fez muito bem para os cofres do clube. Se gastasse 28 milhões de euros no Danilo, seria uma situação perigosa, tem que pagar nesse semestre parcela do Paulinho, parcela do Vitor Roque, parcela do Andreas, parcela do Arias, então tem muita conta para pagar. Isso significa que tem que vender o Flaco? Não, não tem que vender o Flaco, tem que criar alternativas, talvez o Eduardo Conceição, talvez alguém da base, como disse a Leila Pereira na semana retrasada – completou.