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Raphael Rezende prioriza seguir no futebol, explica conversa com o Vasco e responde se voltaria ao Botafogo

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Raphael Rezende, ex-Botafogo
YouTube/Charla Podcast
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Ex-coordenador de scout no Botafogo, Raphael Rezende viveu anos dourados no clube, fazendo parte da construção de elencos e dos títulos da Libertadores e do Brasileiro em 2024. Hoje livre no mercado, ele tem especulações de uma ida para o Vasco, o que foi comentado no “Charla Podcast“.

Não tem nada encaminhado nesse sentido. Isso virou notícia porque, na minha saída do Botafogo, eu já tinha uma relação construída com o Pedrinho. A gente foi comentarista ao mesmo tempo, dentro do Grupo Globo. Ele ligou, a gente conversou, ele perguntou sobre isso. Eu expliquei que a minha intenção era, sim, permanecer desse lado do muro, digamos assim, do futebol, acho que desenvolver novos projetos, desafiar novamente o que são as ideias, o que é a minha ideia também, claro que somada a várias outras mãos dentro do departamento de futebol.

E aí, por isso, houve essa aproximação e essa busca. O Vasco está passando por esse momento também de revenda da SAF, e o Pedrinho está muito voltado para isso. E acho que talvez possa acontecer, enfim. Mas não é algo visto como prioridade, imagino, no que é o contexto hoje do clube também – explicou Raphael Rezende nesta sexta-feira (29/5).

O profissional tem um objetivo claro de seguir no futebol em vez de priorizar voltar a ser comentarista.

– Tem, sim, a intenção de permanecer, se não dentro do scout, mas tentando influenciar mais no que é esse planejamento esportivo, o que é essa capacidade do clube de seguir um norte, de manter um norte. Os trabalhos no Brasil, cada vez mais, parecem capitaneados, e esse projeto parece mais entregue na mão da comissão técnica. E acho isso um contrassenso, porque são os profissionais que são mais instáveis nesse processo também, os que ficam menos tempo no clube. O Brasil, comparado a outras grandes ligas no mundo, é o que mais demite treinador em curto espaço de tempo. Então como é que você vai ter um trabalho de longo prazo, um trabalho que privilegie em médio e longo prazo, subida de jogador da base, que tem outro tempo, essa afirmação dos jogadores mais jovens, se você tira o comandante o tempo todo? Ou se você dá ao comandante a prerrogativa é escolher esse projeto esportivo…

– Então, acho que essa é uma demanda que os clubes deveriam assumir cada vez mais. Você tem projetos que caminham nesse sentido e funcionam muito bem nesse sentido. Quando você escolhe um treinador, o mundo ideal é que esse treinador esteja alinhado com a ideia de futebol das pessoas que tocam o clube. E acho que isso é um processo que o futebol brasileiro está desenvolvendo, acho que passa por dificuldade, mas é onde eu me vejo contribuindo de maneira mais clara, quando a gente fala de futebol de clubes – declarou.

– Tive algumas conversas sobre televisão, e aí posso abrir para vocês. Não vou abrir o que foi decidido. Mas posso abrir que eu fiquei com um super pé atrás, a gente conversou um pouco em off do programa, que não queria ficar tão marcado como alguém que fez o caminho, trabalhou no futebol, mas só porque era um clube específico, ou o Botafogo, e que não quer trabalhar. Eu tinha algum receio de que isso pudesse pesar contra essa trajetória. Então foi algo que eu pensei nos últimos meses, e por isso eu declaro que queria continuar no trabalho dentro dos clubes, porque acho que é uma questão de afirmação também, do que é a mudança de carreira. A mudança de carreira não foi só pontual. Mas isso não significa que eu não possa, enfim, transitar ali, pisar, enfim, ter alguma conversa – acrescentou.

Interesse em trabalhar no Botafogo

E um possível retorno ao Botafogo? Especulado após a saída do diretor de gestão esportivo Alessandro Brito, Raphael Rezende não fechou as portas.

É uma das opções se for o interesse do clube, né? Eu não posso falar não, de forma alguma. Depende muito mais do que é a construção desse novo Botafogo, como projeto, outras propostas, enfim. Tenho o interesse de continuar contribuindo com essa área dentro do clube. Talvez fosse um passo além do que é, especificamente, que é uma preocupação minha, que a gente não viveu no Botafogo, que é o mercado ser uma área secundária, e eu acho que ela é fundamental. Talvez, e aí eu vou ficar pesando a mão, não só porque eu vivi ali, mas pelo que ela gera em termos de retorno esportivo e financeiro.

– Mas, muitas vezes, ela acaba, dentro dos clubes, sendo uma mera devolvedora de relatório. A influência, a indicação, ela vem de terceiros e não há um trabalho proativo de construção, de montagem de elenco. Você tem vários nomes que avançam nesse sentido porque trazem uma importância, uma relevância, do que é uma área que, se for escanteada, não dialoga com decisões que são fundamentais para o sucesso do clube – concluiu.

Veja o vídeo abaixo:

Fonte: Redação FogãoNET e Charla Podcast

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