Contratado pelo Botafogo em 2023 por R$ 7,5 milhões, Segovinha amargou um rebaixamento amargo para a Série C com a camisa do América-MG nesta semana. O meia-atacante agora fica livre no mercado e, em entrevista à rádio paraguaia “La Tribu”, lamentou a forma como o Glorioso conduziu sua carreira, o emprestado para Al-Ain em 2024, RWD Molenbeek duas vezes e, por último, o Coelho.
– A questão é que eu estava muito preso, digamos assim, no Botafogo. Eu não tinha liberdade para decidir para onde ir. Eu vim para cá [América-MG] porque o Botafogo me enviou a proposta e foi uma espécie de convênio, acordo, digamos assim. Eles estavam trabalhando nisso e eu tive que vir para cá. A mesma coisa aconteceu no clube da Bélgica, que tinha o mesmo dono do Botafogo – disse Segovinha, que revelou ter propostas para ficar no Brasil:
– Já sou um jogador livre. Obviamente o futebol paraguaio está sempre na agenda, mas há mil outras coisas a caminho no próximo ano também. Existem muitos times aqui no futebol brasileiro que me querem, tanto da Série B quanto da Série A. Tenho 23 anos, conheço meu potencial e se eu for para um bom clube, onde eu possa jogar, onde eu esteja rodeado de profissionais, algo de bom certamente acontecerá. Porque, como eu disse, eu acredito no meu potencial. E jogar na primeira divisão também me permitirá voltar à seleção, que é o que eu mais quero.
Matías Segovia lamentou a perda do título brasileiro pelo Botafogo em 2023, que poderia ter mudado sua carreira.
– Para ser sincero, meu primeiro ano foi muito bom. O que aconteceu foi que perdemos o título em 2023. Aí fui emprestado para a Bélgica, depois voltei para o Botafogo em meados de 2024, eles me disseram que eu ia ficar, que ia jogar e tudo mais, mas, no fim, tudo mudou de uma semana para outra. As coisas mudaram e eu tive que sair de novo. Em 2025, quando me emprestaram, tudo aconteceu de uma semana para a outra. Ninguém esperava por isso – lamentou.