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Rodrigo Capelo critica gestões do Botafogo, vê dívidas impagáveis e receitas em baixa: ‘Catástrofe’

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Por FogãoNET

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Rodrigo Capelo fala da Botafogo S/A
Reprodução/SporTV

Jornalista especializado em negócios do esporte, Rodrigo Capelo fez uma análise no site “GE” do balanço do Botafogo em 2020 e da situação financeira do clube. Ele criticou as gestões, citando nominalmente Nelson Mufarrej, Carlos Eduardo Pereira, Carlos Augusto Montenegro e Ricardo Rotenberg e resumiu o último ano como “catástrofe”.

– O resultado esportivo desta administração é conhecido por todos: mais um rebaixamento para a segunda divisão. E agora, após a publicação das demonstrações financeiras, abre-se a janela para que seja avaliado também o resultado nas finanças. Spoiler em uma palavra: catástrofe – afirmou Capelo.

Para o jornalista, há problemas graves, como aumento de dívida, tornando-se “impagável”, e baixa das receitas.

– Com a queda da arrecadação, em 2020, o clube voltou ao patamar em que estava entre 2013 e 2014. O rebaixamento para a segunda divisão o fará arrecadar em 2021 muito menos do que em 2012. Enquanto o futebol pouco a pouco movimenta mais dinheiro, o Botafogo encolhe. Por outro lado, entre as dívidas, o problema só aumenta. O clube chegou a registrar diminuição desses valores em 2017 – insuficiente, mas um fato momentaneamente positivo. De lá para cá, as pendências financeiras não pararam de subir e hoje passam dos R$ 900 milhões – escreveu Capelo.

De acordo com Rodrigo Capelo, o Botafogo previa faturar R$ 225 milhões, mas o resultado no fim das contas foi de apenas R$ 157 milhões. O clube projetava superávit de R$ 57 milhões e teve déficit de R$ 196 milhões, em ano de pandemia do novo coronavírus.

O ponto positivo destacado pelo jornalista é a receita com venda de jogadores.

– A única boa notícia está nas transferências de atletas, uma linha que o Botafogo não costuma arrecadar. Principalmente por causa da venda de Luis Henrique para Olympique de Marselha, o clube conseguiu R$ 42 milhões providenciais no final da temporada – lembrou.

A solução para o Botafogo passa pela S/A, porém, os números do balanço de 2020 dificultam a transformação em clube-empresa.

– O problema – mais um! – é que o plano da sociedade anônima fica cada vez mais difícil. Conforme dívidas vão sendo acumuladas, o aporte inicial que precisaria vir de investidores vai ficando maior. E as probabilidades de alguém querer de fato fazê-lo, menores. Até entre apaixonados – diz.

– Voltar à primeira divisão, de preferência nesta temporada, seria um passo para recuperar receitas. Jorge Braga, contratado pelo novo presidente, Durcesio Mello, para ser CEO, vem reduzindo custos e buscando maior eficiência em todos os departamentos. Mesmo se houver sucesso em ambas as frentes, o futuro é uma incógnita – finaliza.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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