Rodrigo Capelo vê potencial em John Textor no Botafogo maior que de Ronaldo no Cruzeiro: ‘Melhor tentar recuperação nesse modelo que sucumbir com conselheiros influentes’

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Por FogãoNET

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John Textor, sócio do Crystal Palace, é o provável comprador do Botafogo
Divulgação

Jornalista especializado em negócios no esporte, Rodrigo Capelo dedicou sua coluna nesta segunda-feira em “O Globo” à notícia do pré-contrato assinado entre Botafogo e o empresário americano John Textor para a criação da SAF do clube.

O principal tema levantando pelo jornalista é o contraste entre passado e futuro, com os bastidores da tentativa de conselheiros “influentes” (“senhores sexagenários que querem se manter no jogo”, segundo ele) de irem contra o projeto de John Textor. Ele exaltou o novo modelo.

– Neste Natal, o botafoguense foi presenteado com esperança. O anúncio de que o empresário americano John Textor está próximo de comprar o futebol alvinegro coloca as perspectivas do Botafogo noutro lugar. Se tudo der certo, o desafio deixará de ser a sobrevivência na primeira divisão e passará a ser a competição em alto nível. Esta é a posição em que todos queremos vê-lo – escreveu Rodrigo Capelo.

De acordo com Capelo, os “amadores” fizeram um movimento de vazamento de outra oferta, de R$ 700 milhões, antes do acerto com a proposta trazida pela XP Investimentos, para fazer esta parecer um mau negócio.

-Um dos fatores mais problemáticos nessa migração do Botafogo para a estrutura empresarial é a divisão interna. Existe uma negociação que transcorre com intermediação da XP e apoio do corpo profissional alvinegro (leia-se: o CEO Jorge Braga). E existe uma tentativa paralela, que parte de conselheiros influentes, de emplacar o clube-empresa. É uma disputa entre “profissionais” e “amadores”, digamos. O presidente Durcesio Mello tenta progredir sem desagradar a ninguém – revelou.

O jornalista lembra que ainda faltam detalhes no acerto, como o cronograma de investimentos e o ajuste de direitos e obrigações. Mas acredita no que John Textor pode oferecer.

No longo prazo, se tudo der certo, Textor tem potencial para impactar o futebol brasileiro ainda mais que Ronaldo no Cruzeiro. O que um empresário como ele, com experiência no mercado de mídia, tem a agregar na negociação dos direitos de transmissão? O que um dono de clube da Premier League, o Crystal Palace, pode fazer por uma liga de clubes brasileira? – indaga.

– Quem der resposta exageradamente positiva para qualquer dessas perguntas se deixará levar pelo entusiasmo. Não sabemos o que será em cinco ou dez anos. Mas hoje algo está claro. Melhor tentar a recuperação de um gigante como o Botafogo com esse modelo, que tem prós e contras, do que vê-lo sucumbir nas mãos de conselheiros que pagam um bicho para o elenco aqui, um monte de bolas ali, e acham que podem administrá-lo só porque torcem muito – completa.

Fonte: Redação FogãoNET e O Globo

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