O Botafogo não tem uma dívida de R$ 3 bilhões. Diferentemente do que foi publicado em reportagem do jornal “O Globo” e compartilhado em redes sociais, a SAF informa que o valor é bem menor do que esse. Em nota oficial publicada na noite desta terça-feira (24/3), veio o posicionamento do clube.
Leia o trecho da nota oficial:
– “Dívida estimada em R$ 3 bilhões” → esse montante não procede. Em 2021, a receita do Clube Social, antes da SAF, era de 118 milhões para uma dívida de 1,2 bilhão (relação de 1 para 10, absolutamente crítica).
→ A SAF, por sua vez, está em um patamar de endividamento mais saudável, atualmente em 1-2 vezes a sua receita.
→ O valor atual da dívida está sendo calculado e será publicado na próxima edição do balanço, mas seguramente é cerca de metade do montante informado.
→ A maior parte da “dívida” são pagamentos a vencer de investimentos realizados na contratação de ativos (jogadores), que ainda vão render frutos no futuro.
→ A dívida relacionada aos jogadores é muito diferente da dívida herdada do Clube Social e deve ser comparada ao valor atual do elenco. Em 2022, o Clube Social entregou à SAF um elenco sem valor econômico significativo. Hoje, o elenco e os jogadores da base do Botafogo valem mais de R$ 1,2 bilhão.
→ O passivo herdado do Clube Social foi reduzido pela SAF em R$ 600 milhões.
→ O Acordo de Acionistas estabelece limitação no nível de endividamento. A SAF está dentro dos parâmetros exigidos e sempre apresentou tais resultados aos acionistas (Eagle e Clube Social), sem questionamentos sobre este limite.
Além destes esclarecimentos, a SAF do Botafogo explicou que John Textor “não deu poderes para si mesmo”, apenas se tornou único tomador de decisão por conta da renúncia de Thairo Arruda. Já a escolha da lei suíça para receitas de transferências foi conta de o país ser a sede da Fifa. Além disso, o clube negou que deu procuração à GDA Luma para “praticar atos em nome da SAF”.