Franclim Carvalho criou raízes com o futebol brasileiro graças aos títulos de 2024, quando era auxiliar de Artur Jorge, e agora comandando de fato o Botafogo. Em época de Copa do Mundo, o treinador foi perguntado pelo jornal português “Record” sobre o que é mais provável de acontecer: o Brasil ser hexa ou Portugal levar seu primeiro Mundial. E o treinador aproveitou para revelar a torcida por um jogador seu.
– Para mim é Portugal, sempre! Claro que se puder, escolho uma final entre Portugal e Brasil. Ganha Portugal, pode ser por 2 a 1, com gol do Danilo. Para mim, é Portugal. Obviamente que estou e estarei sempre grato ao Brasil, porque me recebeu de braços abertos uma segunda vez. É um país que vive muito o futebol. É apaixonado mesmo! Acho que todos os agentes de futebol que tiverem a possibilidade de vivenciar o futebol brasileiro, devem fazê-lo. Mas Portugal é Portugal! Portugal é casa – iniciou.
– Costumo dizer que o Brasil é a minha segunda casa, mas gosto mais de estar na minha primeira casa. Portanto, para mim será Portugal para ganhar. Gosto muito de estar no Brasil, tenho contrato até dezembro de 2027, mas apoio sempre Portugal. Com todo o respeito que tenho pelo futebol brasileiro e pelos brasileiros – completou.
Franclim Carvalho também falou sobre como é morar no Rio de Janeiro e admitiu que a questão da segurança o preocupa.
– Muito bom e muito difícil. Muito bom pelo clima, as pessoas, o país e o estado do Rio, que é extraordinário. Mas tem um lado inseguro, de criminalidade elevada e assumo que ando sempre um pouco receoso. O torcedor brasileiro aborda sem problema algum, seja depois de perder ou ganhar. Aborda-nos sempre! Costumo dizer que não sou treinador de autógrafos e de fotografia, sou treinador de campo. Mas é um lado que tenho que trabalhar, porque faz parte da nossa profissão. As pessoas que me abordam na rua, majoritariamente torcedores do Botafogo, me agradecem e me parabenizam pelo trabalho feito até agora. Tanto a mim, como à minha comissão técnica. Mas eu sei que se começar a correr mal, há o lado oposto – pontuou.