Depois de reclamar do gramado sintético do Nilton Santos na derrota por 3 a 0 para o Botafogo no primeiro turno da Copa Sul-Americana, o técnico do Independiente Petrolero, Thiago Leitão, criticou a arbitragem ao analisar o revés pelo mesmo placar para o Alvinegro nesta quarta-feira, no Paraguai. A equipe boliviana, eliminada da Copa Sul-Americana com zero ponto, terminou a partida com 41 finalizações sofridas, mas o treinador disse não ter visto “grande superioridade” do Glorioso.
– Foram dois pesos e duas medidas do árbitro, que não viu com os mesmos olhos as ações do Botafogo e do Independiente. Tenho aqui no meu celular o pênalti. Sim, foi pênalti, quando estava 1 a 0 e o zagueiro do Botafogo [Ferraresi] tocou na bola com o braço [claramente colocado ao corpo], foi proposital. Em qualquer lugar do mundo, o árbitro iria ao VAR, checaria e marcaria o pênalti, se fosse uma situação normal. Mas vendo a camisa de um ou de outro clube… Isso mudaria totalmente o transcorrer do jogo, porque um empate naquela situação nos fortaleceria. O árbitro tomou a decisão equivocada, tivemos que sair um pouco mais, fizemos duas substituições forçadas por lesões, mudamos o sistema, arriscamos e obviamente demos espaço para jogadores rápidos do time adversário, que haviam entrado recentemente, aproveitassem – disse Leitão.
– Não vi uma grande superioridade até o 1 a 0 e até o pênalti que deveria ter sido marcado a favor do Independiente. Se tivesse sido marcado, a história poderia ser totalmente diferente. Os números estão aí, são frios, sabemos nossa realidade, sabemos o que fizemos de bom e de ruim, mas temos que seguir com a cabeça levantada e seguir focando no campeonato local, onde estamos muito bem e invictos há seis jogos, não podemos deixar esse resultado negativo na Copa nos afetar – completou.
Thiago Leitão lamentou também o fato de não poder jogar na altitude de Sucre. A Conmebol levou todos os jogos da semana que seriam na Bolívia para o Paraguai devido à onda de protestos e bloqueios que ocorrem no país.
– A mudança de local é claro que nos prejudicou. O Botafogo teve a vantagem de jogar no seu campo, no seu gramado, e conseguiram uma vantagem considerável. Esperávamos poder ter nossa vantagem de jogar em casa, em que pudéssemos tirar proveito, no nosso campo, com a altitude também, não podemos esconder isso. Viemos para cá com uma desvantagem enorme, porque jogamos sem nosso mando de campo. Segundo ponto, e temos que ser muito racionais em saber analisar a situação das duas equipes, não sou estúpido para comparar a realidade do Botafogo, que tem um orçamento 100, 200 vezes maior que o nosso, sem contar infraestrutura e outros temas que influenciam no rendimento – afirmou o brasileiro.