Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade .
Jogos

Campeonato Brasileiro

24/08/26 às 20:00 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

X

Escudo Athletico-PR
CAP

Copa Sul-Americana

20/08/26 às 21:30 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

X

Escudo Cienciano
CIE

Campeonato Brasileiro

16/08/26 às 18:30 - Barradão

Escudo Vitória
VIT

1

X

0

Escudo Botafogo
BOT
Ler a crônica

Textor diz que ‘milhões de torcedores’ confiam nele e não desiste do Botafogo: ‘GDA é só credora. Clube social não tem a menor condição de gerir futebol’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

John Textor, ex-Botafogo
Reprodução/ESPN
Siga o FogãoNET no Google Discover

John Textor não desistiu e promete não desistir do Botafogo. O ex-controlador da SAF contestou a entrada da GDA Luma, disse que o clube social está no comando e quer continuar brigando na justiça. O empresário norte-americano deu entrevista à ESPN.

Nela, Textor disse que “milhões de torcedores” confiam nele e que choram de saudade ao encontrá-lo.

– Você trabalha na mídia e entende que a turba enfurecida vive principalmente no Twitter, nas redes sociais. Existe uma parcela muito maior de pessoas que amam o clube. Eles têm vidas ocupadas com outras coisas. Vão trabalhar todos os dias. Consomem diferentes tipos de mídia. Eles podem ter outros interesses. Amam o seu clube tanto quanto a turba enfurecida que se encontra nas redes sociais. E isso é verdade na vida em geral.

– Já vimos isso acontecer nas redes sociais em todas as formas de discurso público, da política aos esportes, passando por questões da vida e da moda. Por isso, nunca me preocupo muito com o que essa fina camada de pessoas acredita. Vou aos shoppings aonde as pessoas fazem compras, vou a restaurantes… As pessoas me abraçam. Elas ainda choram, assim como eu choro com elas quando conversamos sobre as ótimas experiências que tivemos e os grandes fracassos e sucessos que vivenciamos.

– Liderar é uma tarefa solitária. Então, se você fica se preocupando com o que pensam os 10% ou 20% que estão revoltados, você não deveria estar neste ramo. Mas, se você acha que pode fazer um bom trabalho para a grande maioria das pessoas que apoiam este clube, são cinco, seis, sete milhões de pessoas. São muitas, muitas mais que consideram o Botafogo um clube que amam porque seus pais o amavam. Talvez eles tenham ido para outro clube…

– Acho que tenho milhões de torcedores do Botafogo que apreciam meu trabalho, que confiam em mim, que gostariam de me ver de volta. E eles me dizem isso constantemente. infelizmente, seu trabalho na mídia mudou. Agora você precisa cobrir a notícia do momento, a polêmica, a raiva, o que está no ar, e tudo isso é julgado pelas redes sociais. E eu não acho que essa seja a lente da verdade. Acho que é simplesmente o rumo que a mídia tomou.

Em relação à GDA, Textor diz que a empresa é apenas credora e “não merece ser dona do clube”. Ele acredita que vai provar na justiça ser o proprietário das ações.

– Os tribunais brasileiros podem ser muito estranhos nos mercados locais, e as relações locais têm muita influência sobre as ações no Rio de Janeiro. Mas, no fim das contas, por mais louco que o Brasil possa parecer às vezes, os tribunais sempre acertam no final. Eu nunca recebi dinheiro da Eagle pelas minhas ações. Eu tinha o direito de prorrogar o prazo para que a Eagle me pagasse por essas ações. Eles nunca o fizeram. Obviamente, eles entraram em processo de recuperação judicial. Não há tribunal no país, não há conta bancária no país… Nunca haverá qualquer prova de que fui pago pelas minhas ações na Botafogo. Portanto, não haverá nenhuma decisão judicial que declare que não sou o proprietário dessas ações.

– Então, quando você me pergunta se eu vou voltar… A resposta é que sou o proprietário dessas ações! Os tribunais acabarão por reconhecer isso. O que o Clube Social está tentando fazer agora é dizer: “Isso não importa”. Podemos rasgar os contratos e eles podem alegar violações do contrato. Todo mundo sabe que isso não é verdade. Nós aparecemos, eu apareci. A Eagle é minha empresa há um tempo. Nós financiamos o clube integralmente. Cumprimos todas as parcelas. Não se pode reescrever a história. Ressuscitamos um clube que não tinha operações, não tinha qualquer chance de sucesso competitivo. Transformamos o clube em um campeão. Levamos o clube ao estrelato mundial, figurando entre os cinco melhores do mundo. Portanto, é realmente ridículo que um clube social vá a um tribunal algum dia e diga: “O Textor não cumpriu o que prometeu”.

– Todo mundo sabe que eu fiz isso. Então, a ideia de que você pode simplesmente rasgar contratos, ignorar o Estado de Direito, não é ruim apenas para Botafogo, é ruim para o país. A Lei da SAF foi promovida para incentivar o investimento estrangeiro, para converter, quando apropriado, esses clubes sociais em corporações para atrair investimentos. Se é tão fácil para os clubes sociais ignorarem o estado de direito, alegarem inadimplências, iniciarem campanhas difamatórias e dizerem que pessoas boas são más, quem vai investir no Brasil? Por que alguém investiria dinheiro no futebol brasileiro? Por que investir no Botafogo quando aqueles que se dizem protetores do clube são tão rápidos em quebrar um contrato? Eles querem trocar de dono tão rápido quanto trocam de técnico…

– Então, veja bem, eu acho que o futebol brasileiro… Acho que eu dei minha contribuição. Acho que posso ajudar. Sempre pensei isso, não só no Botafogo, mas no Brasil todo. Nosso caminho para ganhar Copas do Mundo começa na base, desde as categorias de base até as franquias profissionais, culminando na seleção. Então, se o futebol brasileiro quer melhorar, toda a sociedade deve se levantar contra essa corrupção que acontece quando esses clubes sociais simplesmente mudam de ideia e dizem: “Vamos retomar o controle do nosso clube”. Eles pegaram meu dinheiro, transformaram o Botafogo em uma SAF, e eu o transformei em um campeão. Eles precisam respeitar isso, pelo bem do Botafogo e pelo bem do Brasil.

John Textor garante que já superou dificulade maior no Botafogo e deseja voltar ao poder.

– Para mim, paz de espírito seria conquistar o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto título da Libertadores. Isso sim é paz. Acho que 2023 foi muito, muito mais difícil do que 2026. Acho que o que enfrentamos em 2023 foi a compreensão de que nosso projeto estava funcionando, que conseguimos construir algo a partir da 2ª divisão, apesar de todas as dificuldades financeiras. Conseguimos investir em instalações e na equipe. E talvez tenhamos tido o melhor início da história do futebol brasileiro, ao menos do primeiro turno (do Brasileirão). E aí tudo desmoronou…

– 2023 talvez tenha sido a pior experiência da minha vida, a segunda metade da temporada. Eu sabia, depois daquilo, que o fracasso é um grande professor, como eu disse outro dia. E essas coisas realmente te tornam mais forte. Eu sabia. O Alessandro (Britto) sabia. O clube de futebol sabia. Seríamos campeões graças à experiência de 2023. Tínhamos isso em mente. Nossos torcedores, não. Eles queriam me expulsar. Queriam expulsar todo mundo.

– Então, se eu conseguir lidar com 2023, eu consigo lidar agora com essa questão corporativa entre mim e a GDA, a falta de parceria, o que eu acredito ser desonestidade, o clube social… Tudo isso é brincadeira no mundo dos negócios de alto risco. 2023 foi difícil. 2026 não será. Então, sim, estou no Brasil. Adoro o Brasil. Estou lá pelo país. Estou lá pelo futebol, Botafogo. Sim, posso estar farto, mas não desisto. Nunca desisto.

O empresário-norte americano ainda fez críticas ao clube social.

– Não acho que Gabriel de Alba esteja administrando o clube. Acho que, se você analisar bem as manchetes dos últimos meses, quantas vezes viu o clube social divulgando notícias dizendo que ele assinaria os documentos (da SAF) nesta semana? Que ele se tornaria o proprietário nesta semana? Dizem que é o fim da “era Textor” e que agora é a nova “era GDA”. Já ouvimos falar disso há meses…

– Ele [Gabriel de Alba] não possui as ações. Ele não tem direito de ser o proprietário das ações. Ele não pode fazer nada quanto ao fato de eu ser o proprietário das ações. Eu sou o dono deste clube. A Eagle Bidco nem sequer está se defendendo nesta ação porque nunca pagou pelas ações. Eles não compareceram ao tribunal na semana passada, quando obtive a liminar do juiz em Londres. Também não compareceram à audiência nos Estados Unidos, onde estou anulando os contratos pelos quais transfiro as ações para a Eagle, porque não fui pago por elas.

– O que o clube social faz é continuar manipulando os torcedores, dando a entender que tudo já acontece, que ele [Gabriel] já está no comando. Eu converso com pessoas do clube. Ele não está no comando de nada. Ele é um credor. Tenho certeza de que ele tem opiniões fortes. Ele é uma fonte de renda futura por meio de empréstimos. Ainda não sabemos se ele vai investir um capital considerável, mas não, ele não está administrando nada no momento.

– Eduardo (Iglesias), um jovem muito inexperiente do nosso departamento de futebol, de alguma forma se tornou CEO de um dos maiores clubes do mundo. Isso nunca deveria ter acontecido. O Clube Social não tem a menor condição de gerir um clube de futebol. Eles já provaram isso. Isso não deveria ter acontecido. Então, acho que não devemos aceitar tão facilmente essa versão oficial de que ele já está no comando. Acho que é isso que a mídia quer que você acredite.

– GDA (Luma), pare de ficar emprestando dinheiro e faça investimentos em capital social. Eu colocava dinheiro como capital social. Todas as minhas ofertas sempre foram para colocar capital social. Então, o que eu faria ano após ano nesse clube seria trazer os melhores jogadores do mundo que eu conseguisse encontrar. Eu os venderia de volta para a Europa quando estivessem prontos e depois traria mais. Nós tínhamos um plano de ganhar campeonatos anos após ano diversas vezes. Estava funcionando, e eu gostaria muito de ter uma nova chance de provar que meu plano estava certo.

Fonte: Redação FogãoNET e ESPN

Comentários