Vanderlei Luxemburgo polemiza sobre ‘futebol moderno’ e crava: ‘Garrincha não jogaria hoje’

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Por FogãoNET

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Vanderlei Luxemburgo polemiza sobre ‘futebol moderno’ e crava: ‘Garrincha não jogaria hoje’
Divulgação/Maracanã

Em participação no programa “The Noite”, do SBT, o técnico Vanderlei Luxemburgo disparou opiniões fortes sobre vários aspectos do futebol brasileiro e mundial.

Atualmente se clube, Luxa salientou que o Brasil foi perdendo a “essência” de seu jogo a partir do momento em que os jovens deixaram de jogar no “campo de barro” e na “várzea”.

“O Brasil tem uma essência de jogar futebol, e essa essência foi acabando ao longo do tempo. O pessoal jogava muita bola na várzea. O futebol, não adianta as pessoas quererem criar uma outra solução que não seja dos menos favorecidos. Futebol é para o menos favorecido. Tu não nasce rico e vai jogar bola. Fomos perdendo, ao longo do tempo, os campos que são formadores de jogadores. Campo de barro, ali é que nasce o jogador. Gênios do futebol nascem no campo de barrão, de terrão, da favela”, ressaltou.

O “pofexô” recordou inclusive seus tempos de jogador do Flamengo para ilustrar essa mudança de paradigma.

“Morávamos em Quintino (no Rio de Janeiro), o Zico morava também. No domingo, nós jogávamos no Maracanã, na preliminar, juniores, e depois também no profissional. Só que, na segunda-feira, tinha uma tradicional pelada lá em Quintino que era no paralelepípedo. A gente já profissional no futebol e íamos jogar em paralelepípedo”, recordou.

Conhecido pelas falas polêmicas, Luxemburgo ainda decretou que Mané Garrincha, um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro e bicampeão da Copa do Mundo com a seleção, não teria espaço no futebol atual.

De acordo com o técnico, os treinadores atuais não incentivariam o drible de Garrincha, que era sua grande característica, e ele jamais teria espaço em equipes.

“O Garrincha não jogaria hoje. Da maneira que ele jogava antigamente, em que ele pegava a bola, driblava o cara, parava, esperava o cara voltar e driblava de novo. Os técnicos não iam deixar. Iam falar assim: ‘Tem que tocar a bola'”, afirmou.

“Eu mando é driblar. Jogador sem drible, futebol sem drible, não é a essência do futebol”, complementou.

Questionado sobre a vontade de treinar o São Paulo, que foi o único dos grandes paulistas que não comandou, Luxa confirmou sua frustração em nunca ter trabalhado no Morumbi.

“Gostaria. Sempre quis dirigir o São Paulo. Acho um grande clube, tive grandes embates com o Telê Santana, em jogos maravilhosos. É um grande clube, que tem uma torcida que gosta de mim, pedindo minha contratação. Mas, infelizmente, não aconteceu”, finalizou.

Fonte: ESPN e SBT

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