A histórica vitória do Botafogo sobre o PSG no Super Mundial de Clubes, até hoje a única de um time sul-americano sobre o vigente campeão europeu desde 2012, completa um ano nesta sexta-feira (19/6). Em entrevista ao “Lance!”, o lateral Vitinho recordou aquele dia memorável em Los Angeles.
— Naquele momento foi difícil imaginar a proporção que esse resultado teria. Queríamos vencer assim como qualquer outro jogo. Hoje, acredito que fizemos história e sou muito honrado por ter feito parte de tudo isso. Ficamos muito felizes logo no apito final. A festa da torcida também foi muito marcante. Quem foi, viveu a história, como nós. Mas dentro do vestiário a festa ficou completa, com pessoas da comissão e todo o elenco reunido. Nosso grupo sempre foi especial — disse Vitinho.
Daquele time que venceu o PSG, Vitinho é um dos seis remanescentes. Além dele, seguem no clube Alex Telles e Allan, que foram titulares, e Newton, Álvaro Montoro e Santi Rodríguez, que entraram no segundo tempo. Léo Coelho, diretor de coordenação de futebol, é outro que viveu aquele dia mágico.
– Fica até difícil descrever tudo que aconteceu ali. Primeiro porque estávamos no grupo da morte e para a grande maioria não passaríamos de fase. No jogo do PSG, em si, nós tínhamos certeza que seria algo memorável, pois o ambiente era de muita expectativa e pouca apreensão. Estava tudo leve, os jogadores, comissão e staff motivados e focados. Entramos em campo com seriedade e objetividade. Todos, do ataque à defesa, se doavam como se fosse a final de uma Copa. E para nós era. O resultado todo mundo já sabe, mas nós já pressentíamos antes – falou Léo Coelho.
Naquele dia, sob o comando de Renato Paiva, o Botafogo atuou com John; Vitinho, Jair, Alexander Barboza e Alex Telles (Cuiabano); Gregore, Marlon Freitas e Allan (Newton); Artur (Álvaro Montoro), Igor Jesus e Savarino (Santi Rodríguez).