Vítor Severino já esperava ‘temporada turbulenta’ e garante: ‘A torcida do Botafogo vai sorrir mais vezes’

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Por FogãoNET

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Vítor Severino, auxiliar técnico do Botafogo
Reprodução/Glorioso Connection

Auxiliar técnico de Luís Castro, Vítor Severino sempre esteve próximo da torcida em seu primeiro ano no Botafogo. Seja pessoalmente ou pelas redes sociais, o profissional criou uma relação de respeito e carinho com os botafoguenses, sendo solícito e atencioso. Até por este motivo, entende bem o sentimento alvinegro ao fim do ano.

Em entrevista ao canal “Glorioso Connection”, Vítor Severino explicou que as dificuldades já eram esperadas e que a projeção é de crescimento gradativo do Botafogo.

– Tínhamos noção de que seria um temporada turbulenta. Sinceramente. Falamos sobre isso antes de tomar a decisão. Bastava olhar para o projeto. Não estava falando de superpotência, com 300 milhões de euros e comprando os melhores jogadores do mundo. Mesmo assim não seria fácil. Óbvio que com jogadores de qualidade é mais fácil ganhar jogos. Mas sabíamos que seria um projeto de médio a longo prazo. Mas isso é para nós, não para o torcedor. As coisas vão demorar o seu tempo. Conversamos na comissão técnica, todos muito motivados para vir para cá, pelas conversas com John Textor. Tínhamos consciência de que esse médio a longo prazo seria para nós. É normal haver críticas ao longo da temporada. Quando se tem proprietário como John, apaixonado como está pelo projeto, uma estrutura a crescer, chegada de novos recursos humanos, a consciência de que vamos ter melhores infraestruturas, sabemos que vamos sorrir. Vão passar outros treinadores e jogadores, a torcida vai ser a mesma. Com certeza que vai sorrir mais vezes, com o Botafogo mais sólido, pois grandiosidade já tem, patrimônio cultural e histórico já tem, torcida já tem, a cobrança tem que continuar a ter. Mas também com um pouco de consciência que não se consegue tudo em uma temporada. O projeto vai crescer. Daqui a um ou dois anos vai estar outro treinador aqui, vai dizer o mesmo. As pessoas estão muito dedicadas a fazer o clube crescer, de forma racional – declarou Vítor Severino.

O auxiliar revelou que a ideia inicial era a comissão técnica assinar um contrato até mais longo e explicou que dizer que “vão passar outros treinadores” não quer dizer que pense em saída.

– Quando disse isso, disse com plena consciência de que dirigentes, treinadores e jogadores passam, torcedores ficam. Não disse no sentido de ir embora. Fizemos contrato de 24 meses, a lei permite dois anos de contrato aqui, não foi permitido mais por lei. Nosso contrato termina em março de 2024, as coisas vão ter que ser reajustadas de uma forma ou de outra. Vai chegar a altura de falar sobre isso. Estamos a cumprir o contrato, vai ser avaliado por nós, por quem manda, não faz sentido falar disso enquanto o contrato está ativo. Nosso foco é 100% no Botafogo – garantiu.

Vítor Severino falou ainda sobre a derrota para o Athletico-PR e como foi o Campeonato Brasileiro para o Botafogo.

– Em nenhum momento das derrotas culpamos fatores específicos, às vezes inconscientemente podemos pensar terá sido a parte psicológica, o campo ou a bola. A verdade é que foram melhores que nós. Dizer que foi parte psicológica ou falta de vontade, não. Este grupo fantástico de jogadores tenho que enaltecer, o mérito por toda a estrutura. Esse tipo de frustração também acontece porque as pessoas querem os momentos mais gloriosos do nosso clube. É clube grande, há frustração. Não está tudo bem, obviamente. Mas queria reforçar o mérito desse grupo de trabalho, foram vários grupos, não é fácil para nós nem para eles, mexe com lideranças, com hierarquias. O grupo foi extremamente profissional, principalmente após as derrotas. Porque é muito fácil ser profissional quando se ganha. É uma série de dinâmicas em uma equipe. Até determinada altura competimos, depois eles foram muito melhores que nós. Não foi por falta de vontade, estávamos extremamente motivados, tínhamos um plano para este jogo. O campo realmente é diferente, é difícil jogar ali. Acho que só perderam um jogo em casa, se não foi um, foi um pouco mais. Nós fomos criadores da nossa própria frustração, porque poderíamos ir até o G-6. Ficamos em 11º. Ficamos tristes porque trabalhamos muito, mas não conseguimos. O campeonato infelizmente terminou como começou, com um jogo em que não conseguimos competir. Na primeira rodada foi difícil, contra o Corinthians, expectativa a arrebentar por todo o lado, Nilton Santos cheio, primeiro ano de SAF, motivação, jogadores novos a chegar, comissão técnica, depois há aquele choque de realidade. Felizmente, houve outras coisas que se conquistaram. A frustração só mostra que o Botafogo é um clube grande, se não fosse não existia essa frustração. As coisas vão melhorar, no próximo ano já vamos conseguir competir com equipes que não conseguimos competir esse ano, que não foram muitas, na minha opinião – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Glorioso Connection

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