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Análise: Botafogo joga melhor, mas perde gols e sofre empate do Vasco como castigo no final

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Blog da Redação

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Análise Vasco x Botafogo

Em jogo disputado em São Januário, o Botafogo jogou melhor, mas não passou de um empate em 1 a 1 com o Vasco. O gol do Alvinegro foi marcado pelo lateral vascaíno Zeca contra a própria meta. O aproveitamento baixo nas finalizações impediu um resultado melhor para o Glorioso no primeiro clássico do ano

Depois de uma semana cheia de treinos, Marcelo Chamusca apresentou novidades na escalação e na formação da equipe, que vinha atuando em um 4-2-3-1 e entrou contra o Vasco em um 4-1-4-1. Após dois jogos com o zagueiro Sousa improvisado na lateral esquerda, o jovem Paulo Victor ganhou a oportunidade e fez sua estreia nos profissionais. Com a lesão de Pedro Castro, Rickson ganhou novamente a vaga no time. Matheus Frizzo, que teve boas atuações vindo do banco, ganhou a chance entre os titulares pela primeira vez. A entrada de Frizzo permitiu a Marcinho jogar pela beirada do campo, posição em que o jogador atua de forma mais confortável.

Análise Vasco x Botafogo

O Botafogo teve dificuldade nos primeiros minutos na articulação de jogadas. Viu o Vasco controlar a posse de bola e as ações no meio-campo sem conseguir contra-atacar. Somente aos 15 minutos Marcinho interceptou um passe, foi vertical e colocou velocidade para encontrar Warley na área e ameaçar o gol adversário pela primeira vez. Os dois pontas fizeram a principal variação tática da equipe, alternando de lados a todo momento a fim de confundir a marcação.

O gol do Glorioso, marcado aos 35 minutos da primeira etapa, também expôs boa alternativa treinada por Chamusca. Rickson e Matheus Frizzo exploraram as laterais enquanto Marcinho e Warley atacaram por dentro. Após boa jogada de Jonathan, a bola foi de pé em pé da direita para a esquerda até Warley encontrar Frizzo em profundidade e o jogador vascaíno completar o cruzamento para as próprias redes.

Análise Vasco x Botafogo

A jogada provou que o Botafogo, quando é vertical e dinâmico, é um time difícil de ser marcado. O Glorioso foi para o intervalo com 41% da posse de bola, sem acertar um chute no gol adversário, mas vencendo por 1 a 0.

Matheus Frizzo, que se destacou nas últimas partidas pela capacidade de fazer boa ligação entre meio-campo e ataque, atuou pelo lado esquerdo da trinca de meias interiores alvinegros. Com a responsabilidade de auxiliar no primeiro passe na saída de bola, o meia acabou se distanciando da área adversária, região onde pode ser mais perigoso como mostrou no lance do gol. As limitações técnicas de Zé Welison e Rickson contribuíram para sobrecarregar Frizzo na distribuição do jogo alvinegro. Ainda assim, o camisa 45 acertou todos os 19 passes que tentou na primeira etapa.

Análise Vasco x Botafogo

No segundo tempo o Botafogo voltou valorizando mais a posse de bola. Marcelo Chamusca trouxe a equipe de volta para o 4-2-3-1, com Rickson aberto na ponta direita. A mudança fez o time ocupar melhor o campo de ataque e controlar o jogo a partir das movimentações e troca de passes rápida. Com a marcação adversária perdida, havia sempre um jogador alvinegro livre para receber a bola. Assim, o Glorioso produziu mais nos 15 minutos iniciais da segunda etapa que em todo o primeiro tempo, chegando bem perto de ampliar a vantagem.

Para dar novo gás ao time, Kayque e Ênio entraram nos lugares de Rickson e Matheus Frizzo. Kayque foi um dos destaques na reta final do último Campeonato Brasileiro e agora, recuperado de lesão, deve ganhar chances com Chamusca. Rickson, que não tem grande prestígio com a torcida, fez mais uma partida discreta, com destaque para a aplicação tática, mas ainda deixou a desejar em fundamentos técnicos. Felipe Ferreira e Gilvan estrearam vindo do banco.

Análise Vasco x Botafogo

O segundo tempo mostrou o Botafogo mais maduro coletivamente e adiantado no processo de reformulação do time, se comparado ao rival também rebaixado. O gol de empate marcado pelo Vasco aos 41 minutos foi um castigo para o time que dominou o jogo após o intervalo, sofreu pouco defensivamente, mas falhou em concluir as chances criadas em gol. Babi e Ênio tiveram chances claras para fazer o segundo gol. Das dez finalizações alvinegras na segunda etapa, apenas três foram na direção do gol defendido por Lucão. Melhorar o baixo aproveitamento nas finalizações é um dos trabalhos de Chamusca para tornar esse time vitorioso.

O Botafogo terá outro clássico na próxima rodada do Cariocão. Buscando reencontrar o caminho das vitórias, o Alvinegro receberá o Flamengo no Nilton Santos, quarta-feira (24), às 21:30h.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 43% x 57% VAS
Passes certos – BOT 270 (89% acerto) x 382 (93%) VAS
Finalizações – BOT 15 (3 no gol) x 13 (5) VAS
Desarmes – BOT 28 X 7 VAS
Cruzamentos – BOT 7/20 (35%) x 7/28 (25%) VAS
Bolas longas – BOT 13/30 (43%) X 16/39 (41%) VAS
Faltas cometidas – BOT 23 X 17 VAS

Fonte: Redação FogãoNET

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