Análise: combativo e concentrado, Botafogo muda postura e briga pela vitória sobre CSA

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x CSA

Na luta, na marra. Assim o Botafogo venceu o CSA por 2 a 0 no Estádio Nilton Santos e voltou à disputa por uma vaga no G4 da Série B. A postura combativa do time foi o grande destaque da noite e Rafael Navarro a cara da vitória. O centroavante brigou com a defesa e deu ótimos passes para Marco Antônio e Diego Gonçalves marcarem os gols. Apesar de ter subido apenas uma posição na tabela, 11º com 19 pontos, o Alvinegro está a apenas quatro pontos do Goiás, primeiro na zona de classificação para a Série A.

Depois de reencontrar o caminho das vitórias, o Botafogo teve boas notícias para o confronto contra o CSA. Os retornos de Luís Oyama e Chay tornam o time mais qualificado e trazem a esperança de um futebol bem jogado. Chay é a referência técnica de um time dependente de lampejos individuais para criar boas jogadas de ataque. Em geral, para levar perigo ao adversário, ou o Botafogo acerta uma jogada em transição com velocidade ou a bola precisa chegar aos pés do atacante. O treinador Enderson Moreira optou por começar com Oyama no banco devido ao longo tempo de inatividade. Pedro Castro também retornou depois de cumprir suspensão contra o Confiança e formou a dupla de volantes com Barreto. Sem Ronald ou Warley disponíveis como opções de velocidade, Marco Antônio voltou a atuar pelo lado direito.

Análise Botafogo x CSA

Os dois times entraram em campo separados por dois pontos na classificação e em uma disputa direta por lugares na parte de cima da tabela. O auxiliar Luis Fernando Flores, que comandou a equipe no jogo, afirmou em entrevista antes da bola rolar que a equipe seria agressiva e ofensiva. Essa postura durou cerca de cinco minutos. Logo, o CSA tirou a velocidade do jogo, controlou a posse e abusou de cruzamentos para explorar a deficiência da defesa alvinegra. Os alagoanos, no entanto, pouco ameaçaram o gol defendido por Diego Loureiro.

O Botafogo retomou o controle do jogo a partir dos 20 minutos. Atendendo aos pedidos vindos do banco, Guilherme se soltou e passou a oferecer opção pelo lado esquerdo, combinando com Diego Gonçalves e Chay. Por ali, o time encontrou o caminho para chegar ao ataque. Então, dois problemas que se complementam ficaram evidentes: o baixo aproveitamento nos cruzamentos e a ocupação ruim dos espaços na área adversária. Em todo o primeiro tempo, o time cruzou oito bolas na área e errou todas. Tirando os lances de bola parada, dificilmente o Glorioso chega com mais de três jogadores em condições de finalizar próximo ao gol.

Análise Botafogo x CSA

O Botafogo tentou trabalhar a bola na metade final do primeiro tempo, mas esbarrou na falta de compactação para atacar em bloco. O posicionamento e a movimentação dos volantes auxiliaram pouco na construção de jogadas, sobrecarregando os jogadores de frente .Os defensores e volantes com a posse no próprio campo foram os jogadores alvinegros que mais tocaram na bola e somente quando encontrou Chay entre as linhas de marcação o time acelerou e criou ainda que de forma tímida. Percebendo a fluidez do jogo pela esquerda, o atacante se aproximou para jogar curto e acabou deixando Marco Antônio isolado.

Ainda que o jogo tenha se desenvolvido pelo lado esquerdo, o camisa 70 foi o jogador do ataque alvinegro que mais tocou na bola nos primeiros 45 minutos. Se destacou no combate com três desarmes, além de dois passes decisivos e bom aproveitamento nos duelos em que esteve envolvido, levando a melhor em sete ocasiões. Aos 42, Marco Antônio acompanhou sozinho junto à linha lateral o desenrolar do ataque pelo lado oposto. Quando percebeu a luta de Rafael Navarro contra a dupla de zaga alagoana, fez o movimento em direção à área e apareceu em condições de receber o passe e abrir o placar.

Análise Botafogo x CSA

Longe de apresentar um futebol vistoso, o Glorioso foi competitivo no primeiro tempo. Cedeu poucos espaços na defesa, cortou muitos ataques adversários (14), desarmou mais (9), teve bom aproveitamento nos passes (85%), nos lançamentos (66%) e finalizou sete vezes contra apenas uma vez do CSA. Se com pouco tempo para treinamento é difícil desenvolver ideias de jogo elaboradas com alternâncias e movimentações automatizadas, um campeonato duro e equilibrado como a Série B pede um time focado e combativo. Esse mínimo necessário para disputar um lugar entre os quatro times que sobem para a primeira divisão.

E o Botafogo voltou para a segunda etapa na mesma batida. Logo aos sete minutos, Rafael Navarro voltou a se destacar pela luta. O centroavante, que terminou o jogo com quatro desarmes, disputou a bola e provocou novo erro da defesa. No bate rebate, a bola sobrou para Navarro que rolou para Diego Gonçalves marcar seu segundo gol com a camisa alvinegra. O 2 a 0 deu tranquilidade para o time que enfileirou e desperdiçou chances de ampliar a vantagem. Diego acertou a trave, Chay parou no goleiro, Marco Antônio chutou por cima.

Análise Botafogo x CSA

O resultado e o cenário favorável permitiram substituições para poupar jogadores que correram muito, como Chay e Navarro. Oyama entrou para readquirir ritmo de jogo. Ênio e Matheus Frizzo tiveram alguns minutos para mostrar serviço. Houve pouco jogo nos minutos finais do segundo tempo porque o Botafogo teve o controle do jogo mesmo oferecendo a posse ao time alagoano. Pelo segundo jogo consecutivo a defesa não sofreu gols e a equipe saiu com a vitória. E os números defensivos do jogo impressionaram, com o Botafogo vencendo em todos os quesitos, como desarmes, cortes, interceptações e disputas vencidas.

No próximo sábado (31), às 21h, o Botafogo volta ao Nilton Santos para disputar o clássico contra o Vasco.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 45% x 55% CSA
Passes certos – BOT 328 (80%) x 416 (84%) CSA
Cruzamentos – BOT 2/13 (15%) x 3/27 (11%) CSA
Bolas longas – BOT 37/69 (54%) X 51/78 (65%) CSA
Dribles – BOT 6/12 (50%) x 3/10 (30%) CSA
Finalizações – BOT 13 (4 no gol) x 7 (2) CSA
Finalizações dentro da área – BOT 7 X 4 CSA
Chances claras – BOT 2 x 1 CSA
Duelos ganhos – BOT 60 x 43 CSA
Disputas aéreas vencidas – BOT 20 x 12 CSA
Desarmes – BOT 17 X 10 CSA
Cortes – BOT 21 x 10 CSA
Faltas – BOT 19 x 22 CSA

Fonte: Redação FogãoNET

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