Análise: defesa forte e ataque focado garantem vitória do Botafogo sobre o Vasco

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Vasco

Na noite de sábado, o Botafogo venceu o Vasco por 2 a 0, emendou três vitórias consecutivas e completou três jogos sem sofrer gols. Os gols foram marcados por Chay e Diego Gonçalves. A defesa bem postada e a marcação intensa que fecharam as portas para o adversário foram os destaques alvinegros no jogo. Com o resultado, o Botafogo ultrapassou o Vasco na tabela pelo saldo de gols e agora ocupa o nono lugar.

Enderson Moreira promoveu uma única alteração no time titular que venceu o CSA, a volta de Kanu na vaga de Lucas Mezenga. O jovem zagueiro teve atuação segura nas últimas duas partidas em que o time não sofreu gols, com destaque para a média de 5.3 cortes por jogo. Esse bom desempenho recente de Lucas abre uma disputa pela posição e coloca pressão para que Kanu melhore também o seu futebol. No meio-campo, Barreto seguiu para seu oitavo jogo seguido como titular e Luís Oyama novamente começou no banco de reservas enquanto recupera sua melhor condição física.

Análise Botafogo x Vasco

O posicionamento da equipe em campo repetiu o que já tem se tornado um padrão com Enderson. Daniel Borges forma uma linha com os dois zagueiros para fazer a saída de bola, os dois volantes dão opção de passe para sair jogando curto por baixo e Guilherme tem liberdade para se juntar à última linha de ataque. E pouco mais de um minuto foi o necessário para o Botafogo chegar ao ataque pela primeira vez e abrir o placar. O time trocou passes a partir da defesa, escapou da pressão até que Gilvan encontrou uma janela para esticar um passe vertical para Guilherme. O lateral teve espaço, fez ótima tabela com Diego Gonçalves, invadiu a área e encontrou Chay com um cruzamento rasteiro. O atacante teve dificuldade para dominar e improvisou ainda uma tabela com Rafael Navarro antes de concluir para o gol.

O foco nas laterais do campo tem sido a marca desse início de trabalho do treinador alvinegro. Warley e Marco Antônio pela direita, Guilherme e Diego Gonçalves pela esquerda já fizeram bons jogos sob o comando de Enderson. Em pouco mais de uma semana de trabalho, já é visível a transformação de um ataque desorganizado e afunilado, com todas as peças buscando a faixa central, em um sistema ofensivo com um objetivo claro de jogar com velocidade e com jogadores abertos procurando tabelas e jogadas de linha de fundo. Isso revela como um coletivo bem ajustado é capaz de potencializar as individualidades de um grupo. Até Guilherme Santos, muito criticado – e com justiça – pela torcida, tem se mostrado um jogador útil ao sistema.

Depois do gol, o time naturalmente recuou as linhas de marcação e deixou o Vasco ter a posse de bola, consciente dos problemas que o adversário apresenta contra defesas fechadas. Tentando encontrar saídas em contra-ataques, o Botafogo chegou de novo com Diego aos sete minutos e, depois, somente aos 26 minutos, a equipe voltou a levar perigo, dessa vez pelo lado direito. Faltou ao Glorioso jogadores com melhor capacidade de passe para acertar as transições em velocidade. Das 30 tentativas de passe longo no primeiro tempo, o time acertou apenas oito. Ainda terminou a etapa inicial com 95 passes certos, com um aproveitamento de 68%. Assim, mesmo com dificuldades para entrar tocando e envolver a defesa alvinegra, o Cruzmaltino, que teve 70% da posse de bola, forçou cruzamentos e conseguiu finalizar com perigo em algumas ocasiões.

Análise Botafogo x Vasco

O ponto positivo do Botafogo no primeiro tempo foi o número de desarmes. Foram 15, número superior à média de desarmes por jogo do time no campeonato (12.5). Nesse ponto, chamou novamente atenção a atuação de Marco Antônio com cinco desarmes. Na volta do intervalo, Enderson tentou subir a pressão defensiva para defender atacando, buscando esses desarmes ainda no campo para gerar situações de gol. A postura provocou erros na saída de bola do Vasco e produziu bons ataques para o Alvinegro. Aos 6, Diego Gonçalves acertou a trave em linda finalização de fora da área.

O adversário continuou com mais posse de bola, contudo encontrou muita dificuldade para finalizar contra o gol de Diego Loureiro. A primeira defesa do goleiro no jogo aconteceu apenas aos 35 minutos do segundo tempo. O excesso de erros de passe foi o que impediu que o Botafogo fosse capaz de controlar a partida com mais tranquilidade. Para renovar o fôlego no meio-campo e tentar qualificar o passe, Oyama e Warley substituíram Pedro Castro e Marco Antônio.

Análise Botafogo x Vasco

Luís Oyama ajuda na saída de bola com segurança no passe e ótima habilidade de fuga da pressão. Mas a principal característica que diferencia o volante dos demais do elenco é sua qualidade nos passes longos. A média de 5.4 lançamentos certos por jogo é fundamental para surpreender defesas fechadas e conectar transições em velocidade. E aos 43 minutos, em um contra-ataque, a velocidade de Warley e a qualidade de Oyama fizeram a diferença. O volante deixou Diego Gonçalves frente a frente com gol para ampliar o placar e definir a vitória alvinegra.

Análise Botafogo x Vasco

Agora, Enderson Moreira vai ter sua primeira semana cheia para treinamentos e recuperação física. Para além do resultado, é importante encontrar o lugar de Oyama no time titular para tornar o meio-campo mais criativo e capaz de controlar os jogos em momentos de pressão. O time deixou de sofrer gols e isso já o torna extremamente competitivo. Se encontrar alternativas ofensivas para encarar estilos diferentes de jogo, vai chegar em breve na briga pelo G4. No próximo domingo (8), às 20h30, o Botafogo vai voltar ao Nilton Santos para receber a Ponte Preta.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 31% x 69% VAS
Passes certos – BOT 186 (69%) x 522 (84%) VAS
Cruzamentos – BOT 4/16 (25%) x 8/18 (44%) VAS
Bolas longas – BOT 14/56 (25%) X 42/62 (68%) VAS
Dribles – BOT 12/15 (80%) x 11/18 (61%) VAS
Finalizações – BOT 10 (3 no gol) x 10 (1) VAS
Finalizações dentro da área – BOT 7 X 8 VAS
Chances claras – BOT 4 x 0 VAS
Duelos ganhos – BOT 62 x 60 VAS
Desarmes – BOT 18 X 12 VAS
Cortes – BOT 21 x 4 VAS
Faltas – BOT 18 x 17 VAS

Fonte: Redação FogãoNET

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