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Análise: derrota para Goiás mostra que trabalho do novo treinador do Botafogo será reconstruir um time quase do zero

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Goiás

Muito pouco ou quase nada. É o que se pode aproveitar do desempenho do Botafogo em mais uma derrota na Série B. O Alvinegro viu o Goiás abrir 2 a 0 ainda no primeiro tempo e não teve forças para buscar o resultado. A derrota significou a perda da invencibilidade em casa, último ponto positivo em que se agarrar. Com 13 pontos em 12 jogos, o time ocupa a 14ª posição, a apenas três pontos da zona do rebaixamento.

Ricardo Resende seguiu no comando do Glorioso enquanto a diretoria não parece ter convicção sobre qual passo dar adiante. Sem completar uma semana no cargo, o trabalho do treinador interino não deu sinais de ruptura com o antecessor. A organização tática em 4-2-3-1 com a bola e 4-4-2 na fase defensiva permanece. Contra o Brusque, o treinador recuou as linhas de marcação e conseguiu anular totalmente o adversário durante o primeiro tempo. Longe de ser brilhante, o time teve o controle do jogo, conseguiu mais finalizações e chegou ao gol mesmo com pouca posse de bola. No segundo tempo, as substituições que pioram a equipe em vez de melhorar, um problema de Chamusca, voltaram a aparecer.

Ricardo manteve a base da escalação do jogo anterior com duas alterações. Gilvan retornou de suspensão e voltou a zaga e o lateral-esquerdo Hugo, sem oportunidades no time profissional desde o jogo contra o Resende pela segunda rodada do Cariocão, ganhou nova chance como titular. Sem poder confiar nos desempenhos de Guilherme Santos e Rafael Carioca, o jovem da base é a única alternativa para a posição enquanto a diretoria negocia reforços.

Análise Botafogo x Goiás

O Goiás também chegou para o jogo sem treinador. Mesmo vivo na luta pelo G4, o Esmeraldino demitiu Pintado depois do empate em casa com o lanterna Londrina. As críticas ao treinador eram semelhantes às direcionadas a Chamusca: atuações inseguras, time pouco criativo, defensivo e substituições ruins. A diferença é que o Goiás soube ganhar jogos apesar do desempenho ruim.

Jogando em casa, onde registrava três vitórias e um empate no campeonato, o Botafogo não entrou com as linhas recuadas. Tampouco exerceu uma pressão forte no campo de ataque para desarmar o adversário. Assim, o adversário teve mais a bola, conseguiu bom aproveitamento nos toques curtos e escapou com certa facilidade para o ataque. O Alvinegro só conseguiu chegar na frente em transição. E só quando Chay conseguiu fugir da marcação para distribuir passes verticais e dar velocidade ao time. Quando a bola não chegou ao camisa 14, o time não foi capaz de jogar para frente. Em um lance desses, o atacante colocou Pedro Castro na cara do gol para abrir o placar, mas o meia chutou em cima do goleiro e a sina dos gols perdidos continuou.

Mais uma vez, o castigo não demorou. Aos 24 minutos, Gilvan fez falta desnecessária na lateral da área. No cruzamento, Barreto voltou a perder uma disputa aérea decisiva e a bola sobrou limpa para o volante Rezende abrir o placar para o Goiás. Com a vantagem, os goianos deram a bola ao Botafogo que voltou a mostrar a velha dificuldade de jogar contra defesas posicionadas. Faltam movimentações para confundir e abrir a marcação. Sem movimentação, faltam tabelas e passes rápidos para jogar coletivamente. Sem jogo coletivo, os erros se acumulam e a confiança dos jogadores se esfacela.

Análise Botafogo x Goiás

Buscando o empate, o Botafogo pouco fez com a bola no pé. Conseguiu aumentar o volume de jogo e ocupar o campo de ataque, mas não esteve nem perto de ameaçar o goleiro Tadeu. A posse de bola se inverteu e foi o Goiás quem passou a jogar em transição. Aos 44, Daniel forçou um passe no ataque e deu o contra-ataque em suas costas. Barreto e Gilvan foram driblados com facilidade e Alef Manga contou com a ajuda do gramado para fazer o segundo gol. A bola, que se encaminhava para uma defesa segura de Diego Loureiro, desviou no montinho e morreu nas redes.

Nos últimos três jogos, contra CRB, Cruzeiro e Brusque, o Alvinegro fechou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0 e terminou com duas derrotas e um empate. Agora o roteiro mudou e o Botafogo foi quem teve a obrigação de alcançar pelo menos o empate para não ver o adversário abrir dez pontos de vantagem na tabela. As substituições de Resende deram a entender que o time viria com tudo para o ataque. Foram três logo no intervalo: mais uma atuação terrível de Daniel Borges que saiu para a entrada de Warley; Barreto, o volante de contenção que não desarma e perde a maior parte das divididas, deu lugar a Matheus Frizzo; e Matheus Nascimento substituiu o apagado Marco Antônio.

Contudo, o 4-3-3 com a presença de um jogador mais agudo na lateral, criatividade no meio-campo e presença no ataque não foi o suficiente para o Botafogo conseguir abafar o adversário e chegar aos gols que precisava. O Goiás recuou bastante, fechando a entrada da área e forçando o jogo para as laterais. Sem conseguir entrar na defesa, o Glorioso forçou os passes longos, mas teve aproveitamento baixo. O desempenho nos cruzamentos também deixou a desejar e o time não conseguiu ser perigoso. Diego Gonçalves teve alguns lampejos na primeira etapa, sumiu no segundo tempo e saiu para a entrada de Ênio.

Análise Botafogo x Goiás

Nos minutos finais Chay sentiu o cansaço e o Botafogo careceu de outras opções para distribuir, organizar e finalizar os ataques. Os outros jogadores de meio-campo e ataque tiveram atuações muito abaixo do esperado. No time atual, Chay precisa buscar jogo atrás, criar jogadas de gol e aparecer para finalizar. Precisa ser o arco e a flecha, mas isso não é possível. O posicionamento mais recuado no segundo tempo exigiu mais dele na recomposição defensiva. Ainda assim, o atacante terminou o jogo com cinco passes decisivos e duas grandes chances de gol criadas – e desperdiçadas por seus colegas. Será preciso muito trabalho dentro e fora de campo para reconstruir um time em torno do camisa 14 com a temporada em andamento.

A derrota deixa o Alvinegro a dez pontos do G4 e apenas três acima da zona do rebaixamento. O próximo jogo, no sábado, é contra o Confiança, justamente o primeiro time no descenso. Fora de casa, o Botafogo não apenas terá de evitar a derrota para não entrar em uma região cinzenta, mas também buscar uma vitória para seguir com alguma aspiração na competição.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 57% x 43% GOI
Passes certos – BOT 371 (81%) x 261 (74%) GOI
Cruzamentos – BOT 6/28 (21%) x 4/11 (36%) GOI
Bolas longas – BOT 27/47 (57%) X 38/18 (47%) GOI
Dribles – BOT 11/12 (92%) x 10/14 (71%) GOI
Finalizações – BOT 19 (6 no gol) x 12 (5) GOI
Finalizações dentro da área – BOT 12 X 6 GOI
Chances claras – BOT 2 x 1 GOI
Desarmes – BOT 11 X 15 GOI
Cortes – BOT 9 x 29 GOI
Faltas – BOT 17 x 18 GOI

Fonte: Redação FogãoNET

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