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Análise: desempenho abaixo do esperado em derrota para Flamengo acende alerta para Chamusca no Botafogo

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Flamengo

Em jogo disputado no Nilton Santos, o Botafogo perdeu para o Flamengo por 2 a 0 e conheceu a primeira derrota na temporada. Um pênalti não marcado em Babi culminou na expulsão de Kanu e acabou com as pretensões do Glorioso na partida. O Alvinegro chegou ao sétimo clássico seguido sem vitória.

Para enfrentar um Flamengo ainda desfigurado, Marcelo Chamusca apostou no entrosamento e repetiu pela primeira vez uma escalação na temporada. O 11 inicial, que no domingo fez um jogo de altos e baixos contra o Vasco, ganhou nova chance de mostrar serviço para o treinador. No entanto, houve mudança na formação tática que voltou ao 4-2-3-1 com Rickson desde o início aberto pelo lado direito, como apareceu no segundo tempo da última partida.

Análise Botafogo x Flamengo

Com a mudança na formação, o Botafogo voltou também ao sistema defensivo com duas linhas de quatro que, quando bem executadas, buscam diminuir o espaço do adversário e evitar situações de dois contra um sobre os laterais. O Alvinegro foi firme na marcação na primeira metade da etapa inicial, até a parada técnica. Após a conversa com os treinadores, o Flamengo passou a encontrar espaços entre as linhas, sobretudo explorando desatenções defensivas de Matheus Frizzo, que se mostrou pouco confortável na posição de volante.

Por dentro, na função de primeiro volante, Zé Welison mostrou sua habitual entrega na marcação que resulta em boas interceptações e roubadas de bola. Mas, com a bola nos pés, o camisa 50 apresentou também sua recorrente inconsistência no passe, o que limita seu jogo e o desenvolvimento coletivo do time. Dos 25 passes que tentou no primeiro tempo, cinco foram errados. Número elevado para um jogador que não tenta passes de grande dificuldade. Em um desses passes errados na saída de bola alvinegra, o Flamengo chegou ao gol, aos 23 minutos.

Análise Botafogo x Flamengo

E não foi só Zé Welison que decepcionou nos passes. O fundamento foi o grande calcanhar de Aquiles do time no primeiro tempo. Com o Glorioso sem trocar passes, aos poucos o adversário foi tomando conta do jogo e dominando o meio-campo. Rickson não jogou bem pela direita e foi outro que perdeu muitas bolas e desperdiçou contra-ataques. Cinco dos 19 passes do meia na primeira etapa não terminaram nos pés de um jogador botafoguense. O criativo Matheus Frizzo foi o segundo jogador alvinegro que menos participou do jogo, à frente apenas de Matheus Babi. Marcinho, posicionado como um segundo atacante, também foi pouco útil ao time.

Análise Botafogo x Flamengo

O Botafogo foi para o intervalo com apenas 33% da posse de bola e sem chutar nenhuma bola ao gol defendido por Hugo Souza. O desempenho fraco forçou Chamusca a promover substituições para o segundo tempo. O criticado Rickson deu lugar a Ronald, que retornou de lesão e Marcinho saiu para a entrada de Felipe Ferreira. Se a entrada de Ronald, titular da equipe, buscou dar velocidade e mais qualidade ao time, Felipe Ferreira entrou para melhorar a articulação ofensiva, uma vez que o jogador está mais acostumado a jogar pela faixa central do campo.

Contudo, as alterações não surtiram efeito e o Flamengo retornou ainda mais perigoso no segundo tempo. Nos primeiros minutos da etapa final, o adversário finalizou cinco vezes ao gol de Douglas Borges. O goleiro mais uma vez foi muito bem quando foi exigido e apareceu como um dos destaques do time. Já Matheus Frizzo pareceu desconectado do jogo e saiu para a entrada de Kayque. O jovem volante entrou muito bem, se aproximando mais do ataque com intensidade, o que melhorou coletivamente todo o time.

O Botafogo passou, então, a jogar no campo de ataque, explorando bastante as jogadas de bolas paradas com Felipe Ferreira. Assim, chegou muito perto do empate com Matheus Babi e Kanu em lance incrível. Uma bola na área também gerou um lance de pênalti não marcado em Babi. Na sequência, em jogada de contra-ataque, Kanu foi expulso após falta em Rodrigo Muniz. A expulsão freou a pressão que o Alvinegro ensaiava e condicionou o jogo ao domínio de posse de bola e passes curtos do adversário. Hugo Moura ainda ampliou o marcador nos minutos finais.

Análise Botafogo x Flamengo

O resultado e, principalmente, o desempenho abaixo do esperado no segundo jogo consecutivo acende alguns alertas para Marcelo Chamusca. O jovem Paulo Victor já mostrou potencial, mas hoje foi mal defensivamente e não pode ser considerado solução para a posição. Zé Welison pode ser muito útil durante a temporada, no entanto sua titularidade é questionável. Marcinho ainda não jogou bem centralizado e deve disputar posição em sua função preferida, pelo lado direito do campo. Com a chegada dos novos reforços, Rickson deve perder espaço no grupo.

O Botafogo volta a campo contra o Nova Iguaçu, no domingo (28), às 18h. Devido às restrições impostas pela prefeitura do Rio de Janeiro no combate à pandemia, o jogo será em Saquarema, no Estádio Elcyr Resende de Mendonça.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 36% x 64% FLA
Passes certos – BOT 200 (85% acerto) x 431 (91%) FLA
Bolas longas – BOT 11/32 (34%) X 9/14 (64%) FLA
Cruzamentos – BOT 5/25 (20%) x 3/25 (12%) FLA
Finalizações – BOT 6 (1 no gol) x 25 (9) FLA
Desarmes – BOT 10 X 13 FLA
Faltas cometidas – BOT 18 X 23 FLA

Fonte: Redação FogãoNET

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